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Operação Lava Jato

Juiz Moro condena ex-presidente da Camargo Corrêa a 15 anos de reclusão

Dalton Avancini, ex-presidente, e Eduardo Leite, ex-vice-presidente, pegaram 15 anos e 10 meses de reclusão mas, por terem firmado acordo de delação premiada com a Justiça, deverão cumprir pena em prisão domiliciar

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SÃO PAULO – A Justiça Federal do Paraná condenou três ex-dirigentes da Camargo Corrêa por corrupção,  organização criminosa e lavagem de dinheiro nas obras da refinaria Abreu e Lima, Petrobras (PETR3;PETR4).

Dalton Avancini, ex-presidente, e Eduardo Leite, ex-vice-presidente, pegaram 15 anos e 10 meses de reclusão mas, por terem firmado acordo de delação premiada com a Justiça, deverão cumprir pena em prisão domiliciar.

Esta é a primeira condenação de representantes de empreiteiras investigados na Operação Lava Jato.

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Já o ex-presidente do conselho de administração, João Ricardo Auler, foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção ativa. Ele deverá ser preso, pois foi revogada sua permanência em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica.

A sentença é do juiz Sergio Moro, que conduz as ações penais decorrentes da investigação sobre corrupção e propinas na estatal. O magistrado absolveu o empresário Márcio Andrade Bonilho, do Grupo Sanko Sider, do crime de corrupção ativa, por falta de provas. Adarico Negromonte Filho — irmão do ex-ministro das Cidades do Governo Dilma Mário Negromonte — também foi absolvido da imputação do crime de pertinência à organização criminosa e de lavagem de dinheiro.

Moro estabeleceu ainda em R$ 50,035 milhões o valor mínimo necessário para ressarcir danos causados à Petrobras e sugeriu que a empreiteira busque regularizar sua situação com a CGU (Controladoria de Geral da União), Cade (Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência) e Ministério Público Federal, além da própria Petrobras.

“Este juízo nunca se manifestou contra acordos de leniência e talvez sejam eles a melhor solução para as empresas”, afirmou ainda.