Eleições 2018

Jucá anuncia saída da liderança do governo Temer por divergência sobre venezuelanos

Candidato a um dos dois assentos no Senado por Roraima por mais oito anos, Jucá defende que o governo federal feche a fronteira do estado para imigrantes venezuelanos

SÃO PAULO – O senador Romero Jucá (MDB-RR), que busca a recondução ao cargo em outubro, anunciou nesta segunda-feira (27) que deixou a liderança do governo na casa legislativa, por não concordar com a forma como o Palácio do Planalto tem conduzido a crise envolvendo imigrantes venezuelanos em Roraima, seu estado. A comunicação foi feita pelo parlamentar em sua conta no Twitter.

“Acabo de comunicar ao presidente Michel Temer que deixo a liderança do governo por discordar da forma como o governo federal está tratando a questão dos venezuelanos em Roraima”, publicou Jucá. O parlamentar comunicou a decisão pessoalmente ao presidente e disse ser “irrevogável”.

Candidato a um dos dois assentos no Senado por Roraima por mais oito anos, Jucá defende que o governo federal feche a fronteira do estado para imigrantes venezuelanos. A postura diverge da adotada por Temer, que diz não cogitar o fechamento das fronteiras.

PUBLICIDADE

Na carta entregue a Temer, o senador defendeu que é “obrigação precípua do poder central cuidar dos entes federados, do bem-estar, e da segurança da população”.

Jucá, que foi líder do governo no Congresso desde que o presidente Temer assumiu a presidência, foi escolhido líder no Senado em março do ano passado, em substituição ao então senador, Aloysio Nunes, quando este assumiu o ministério das Relações Exteriores.

Na semana passada, Jucá esteve no Planalto onde participou de uma reunião sobre a imigração de venezuelanos e sugeriu que o governo fechasse temporariamente a fronteira do estado. O objetivo, segundo ele, era evitar que Roraima entrasse em “colapso”. Desde antes, o Planalto já emitia sinais de que não limitaria a entrada de estrangeiros no país por questões humanitárias e também de acordos internacionais dos quais é signatário.

Até o momento, o Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre o assunto nem confirmou o teor da conversa entre Temer e o senador.

(com Agência Brasil)