JP Morgan eleva recomendação para as ações da Light e da Copel

Banco eleva papéis da Light de "abaixo da média para "neutro" e da Copel de "neutro" para "acima da média"

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SÃO PAULO – Apostando em um cenário mais otimista para a Light (LIGT3) e a Copel (CPLE6) no ano que vem, o JP Morgan reavaliou para cima suas recomendações para as ações.

Enquanto o banco norte-americano elevou os papéis da Light de “abaixo da média” para “neutro”, os ativos da Copel subiram de “neutro” para “acima da média”.

No caso da Copel, não foi somente a recomendação que subiu, mas também o preço-alvo estimado para o final de 2010. Saindo de um preço teórico de R$ 28,00 no relatório anterior, a instituição agora estima em R$ 38,00 o valor das ações. O preço-alvo para as ações da Light foi mantida em R$ 29,00.

Copel

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Com o mandato eleitoral chegando ao fim em 2010, os analistas do JP Morgan preveem mudanças na política do estado do Paraná e consequente melhora do cenário para a Copel. O motivo, segundo o banco, é a forte influência do atual governador Roberto Requião (PMDB) na companhia.

“Acreditamos que com a nova administração a Copel seria beneficiada com o fim da política de descontos das tarifas, redução dos riscos de investimentos em negócios não centrais, a produção cresceria 25% a mais do que esperado e a empresa ganharia eficiência”, destacam.

A equipe de research comenta que a Copel só está com desconto em relação a seus pares brasileiros por causa da atual administração do estado. Com a mudança de partido no poder (PSDB ou PDT), o risco político diminuiria e beneficiaria a empresa de energia.

Light

A expectativa de que as ações da Light ainda estão subvalorizadas em relação às outras empresas do setor elétrico, juntamente com a previsão de que a Cemig venha a controlar a empresa, levou os analistas da JP Morgan a elevarem sua recomendação.

Segundo os analistas do JP Morgan, apesar da mudança de controle da companhia, o preço projetado das ações não devem ser alterados. “Não vemos razões para um prêmio adicional sobre nosso preço-teórico de R$ 29,00 porque não esperamos mudanças nas estratégias de gestão, nem na sinergia adicional, nem ganhos de eficiência com a transação com a Cemig”, explicam.

Porém, a equipe de research também destaca que a companhia possui uma boa governança corporativa, ao mesmo tempo em que seu risco regulatório é baixo e a expectativa é de alto no preço da energia elétrica, o que traz melhora da performance.

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