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JP Morgan: desempate entre Serra e Dilma terá programas eleitorais como driver

Banco diz que PSDB anseia por início de sua propaganda após avanço de Dilma, e lista principais posições dos candidatos

SÃO PAULO – O empate técnico entre os candidatos à presidência da república em 2010 José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), ambos com 37% das intenções de voto, segundo a última pesquisa divulgada pelo Datafolha, poderá sofrer influência do início da propaganda eleitoral.

Esta é a visão de Fabio Akira, do JP Morgan, divulgada em relatório recente. De acordo com Akira, a candidata do Partido dos Trabalhadores conseguiu encostar em Serra nas pesquisas de intenção de voto após ter ido ao ar a propaganda eleitoral petista em 13 de maio último. “Uma grande parcela no salto que a Dilma deu nas pesquisas deve-se ao programa eleitoral de 10 minutos em rede nacional de televisão, onde a candidata apareceu com o presidente Lula elogiando-a e assegurando os eleitores de que ela será uma boa escolha nas eleições deste ano”, destacou Akira.

Neste sentido, o banco norte-americano acredita que o PSDB, partido do candidato José Serra, “espera ansiosamente por sua propaganda, agendada para 17 de junho”. Além disso, o JPMorgan destaca que Serra também irá aparecer nas propagandas dos partidos DEM, PPS e PTB – aliados do PSDB -, o que pode contribuir para um desempate entre os dois candidatos.

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“Por outro lado, Dilma pode crescer no futuro, apoiada na popularidade do presidente Lula”, completou Akira. Cabe destacar que a candidata Marina Silva, do Partido Verde, recebeu 12% das intenções de voto apuradas pela última pesquisa de opinião do Datafolha.

Diferenças nas propostas
De acordo com o JP Morgan, os candidatos Serra e Dilma não têm sido muito concretos em suas respostas desde que abdicaram de seus cargos em abril para concorrer à presidência do País. Por este motivo, o banco fez uma lista com a visão de cada um dos três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de votos (Serra, Dilma e Marina) sobre importantes segmentos da economia.

“Existem muitas coisas em comum, como a promessa de todos em abranger os três pilares da economia e cortar gastos para permitir o declínio nas taxas de juros. Também há diferenças, com Serra sendo menos imparcial do que Dilma sobre o Banco Central e sua política monetária”, disse Akira.

Sobre a taxa básica de juro do País, Serra é crítico à política adotada pelo BC durante a crise de 2008, mencionando que o Brasil ainda possui uma das mais elevadas taxas básicas de juro do mundo. O candidato afirma ainda, segundo o JPMorgan, que se o BC comete um erro, alguém deve apontá-lo. Serra se mostrou favorável aos três pilares da economia (câmbio flutuante, meta de inflação e austeridade em contas fiscais) e contra mandatos fixos aos diretores do BC.

Menos crítica à atual postura do BC, Dilma destaca que as taxas de juros no País devem cair à níveis comparáveis aos mercados desenvolvidos. Para isso, há a necessidade da redução na relação entre dívida e PIB (Produto Interno Bruto) e o déficit nominal do Brasil. Ainda segundo o banco, a candidata acredita que o governo deve considerar reduzir a meta de inflação entre 2011 e 2014, sendo a favor da autonomia do BC da mesma maneira que atualmente.

Em linha, a candidata Marina Silva também defende a autonomia do BC, destacando que isto foi o instrumento econômico que permitiu o País a sair da crise de 2008.