EUA

John Kerry chama Assad de assassino e diz que ação militar será “limitada”

Secretário de estado norte-americano afirmou que investigações confirmaram o uso de armas químicas no ataque feito à Damasco, na Síria, no último dia 21

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SÃO PAULO – Em discurso realizado na tarde desta sexta-feira (30), o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou que o ataque feito à população de Damasco, na Síria, no último dia 21 de agosto foi feito com o uso de armas químicas.

Ele disse que o governo dos EUA tem informações que não pode compartilhar publicamente, mas que entre as evidências que ele pode compartilhar está que o governo de Bashar al-Assad possui um dos maiores arsenais químicos do oriente médio e que essas armas realmente forma utilizadas contra a população. No último dia 21, de acordo com Kerry, 1429 pessoas morreram no ataque.

“Assad é um bandido, um assassino”, afirmou o secretário durante o discurso. Ele disse que os EUA estão analisando todas as consequências sobre atacar ou não a Síria e que qualquer ação militar será limitada. “Nós não iremos repetir o Iraque”, concluiu ele.

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Sobre a investigação feita pelas Nações Unidas, Kerry disse que não houve conclusão sobre quem usou as armas químicas, apenas foi confirmado o uso delas. Além disso, o secretário disse que os EUA, e o presidente Obama, respeitam a entidade internacional, mas que eles continuarão analisando, conversando com seus aliados e que o país tomará suas próprias conclusões e no tempo que achar necessário.

Por fim, Kerry disse que a decisão neste momento precisa ser diplomática, por meio de negociações. “As pessoas estão cansadas de guerras, e acreditem, eu também estou”, concluiu ele.

Líderes pelo mundo se dividem
Mais cedo, o presidente francês François Hollande disse que o ataque deve ocorrer no meio da próxima semana, com diversas autoridades no mundo considerando o suposto ataque químico algo inadmissível. Já o primeiro-ministro inglês David Cameron disse que o país não participará do confronto, após o Parlamento votar contra o ataque. O premiê ressaltou que acredita que seja necessária uma intervenção, mas que respeitará o desejo dos britânicos de não se envolverem no ataque.