Lava Jato

João Santana assina acordo com PGR para iniciar delação premiada, diz O Globo

O termo de confidencialidade é uma espécie de pré-delação e antecede a assinatura do acordo com a Justiça

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SÃO PAULO – O ex-marqueteiro do PT João Santana e sua esposa e sócia, a empresária Mônica Moura, assinaram termo de confidencialidade com a PGR (Procuradoria Geral da República), diz O Globo. O documento marca o início do processo formal de colaboração premiada. Desta vez, o casal tenta fechar uma delação premiada em dupla. O termo de confidencialidade é uma espécie de pré-delação e antecede a assinatura do acordo com a Justiça. O acordo ainda está em fase de negociação: isso significa que os dois ainda não prestaram qualquer depoimento aos procuradores. 

Em abril deste ano, em uma tentativa frustrada de fechar colaboração com o MPF, a esposa de Santana admitiu ter arrecadado R$ 10 milhões para a campanha de Dilma de 2014, pagos a ela e a João Santana fora da contabilidade oficial. Na ocasião, ela afirmou ter havido caixa 2 nas campanhas pela eleição de Dilma (2010), e pela reeleição de Lula (2006), além das campanhas municipais de Fernando Haddad (2012), Marta Suplicy (2008) e Gleisi Hoffmann (2008).

Nesta quinta-feira (21), os dois estarão pela primeira vez de frente com o juiz da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, Sérgio Moro. A sua esposa, Mônica Moura, já negociava a proposta de delação, mas os investigadores não viam sentido em aceitar a delação dela sem o depoimento de Santana, conforme destacou a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, no início da semana. O casal está preso desde fevereiro em Curitiba. 

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O marqueteiro do PT tentou o quanto pôde evitar a delação premiada, temendo afugentar futuros clientes. “Para ele, o sigilo profissional era a garantia de que poderia continuar fazendo campanhas — ao menos em outros países”, destaca a coluna, que confirmou as tratativas com diversas pessoas que atuam no caso. Os investigadores afirmam que as negociações estão “mornas”, enquanto a defesa de João Santana nega que ele esteja negociando delação.