Reforma ministerial

JBS teria mostrado insatisfação com escolha de Kátia Abreu para Agricultura, diz jornal

Um dos donos do grupo já teve atritos com a senadora, diz Folha de S. Paulo, o que a empresa nega; Jaques Wagner é cotado para as Comunicações e Miriam Belchior, para presidir a Caixa

SÃO PAULO – A reforma ministerial segue dando o tom deste final de ano no governo federal. Segundo informações do jornal O Globo de hoje, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), está cotado para assumir o ministério das comunicações.

Jaques Wagner também já foi cotado para Relações Institucionais, Casa Civil, Desenvolvimento e Secretaria Geral da Presidência. Segundo o jornal, o PT trabalha para não perder pastas estratégicas no novo governo de Dilma Rousseff e, para isso, não abre mão da Pasta da Saúde, já defendendo a manutenção de Arthur Chioro no cargo.

Já segundo o jornal Valor Econômico, Dilma estuda colocar Miriam Belchior – atual ministra do Planejamento e que será substituída por Nelson Barbosa – para comandar a Caixa, a fim de tocar a terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida.

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E, segundo a Folha de S. Paulo, mal alguns nomes foram indicados, eles já são alvos de insatisfação, tanto popular quanto de empresas. Reportagem do jornal diz que o grupo JBS (JBSS3), maior doador da campanha de Dilma, demonstrou insatisfação com a escolha de Kátia Abreu (PMDB-TO) para comandar o ministério da Agricultura e teria procurado integrantes do governo para saber se a indicação estava, de fato, confirmada.

Um dos donos da empresa, Joesley Batista, teve atritos com Kátia Abreu mas, oficialmente, o JBS nega o mal estar. Políticos que conversaram com Joesley constataram que ele não gostou da decisão e que Dilma foi procurá-lo para contornar o mal estar. Porém, procurada pela Folha, a assessoria do JBS negou as informações: “repudiamos veementemente a tentativa de nos colocar contra a senadora, a qual admiramos e respeitamos pelos excelentes serviços prestados ao agronegócio”.