Jatos sobrevoam Mar do Japão para medir radiação após bomba atômica

Realização do primeiro teste nuclear da Coréia do Norte criou tensão global e medo de uma corrida armamentista na Ásia

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SÃO PAULO – Três jatos da Força Aérea de Defesa Própria japonesa sobrevoam desde a segunda-feira o Mar do Japão, que fica entre o país e a Coréia do Norte, para medir os níveis de radioatividade na região.

A decisão foi tomada pelo governo nipônico após a vizinha comunista anunciar que realizou pela manhã de segunda-feira (fim da noite de domingo no Brasil) seu primeiro teste nuclear.

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Apesar de Pyongyang (capital norte-coreana) dizer que a detonação, feita em um ambiente subterrâneo, foi um sucesso e que não houve vazamento de radiação, os jatos coletarão amostras de ar, a uma altitude de 10 quilômetros, até a quarta-feira, para avaliação.

Reação internacional

O teste foi recebido com repúdio pela comunidade internacional, criando a preocupação de que se inicie uma corrida armamentista na região asiática. Os principais países envolvidos, como os EUA, já pediram à ONU (Organização das Nações Unidas) que imponha sanções ao país.

Até mesmo a vizinha China, principal aliada da Coréia do Norte, reprovou a explosão duramente, apesar de não considerar a possibilidade de uma resposta militar. O Japão, apesar de ter condenado a notícia, disse que irá se manter fiel ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

Fabricação da bomba

O desenvolvimento da bomba detonada foi possível graças à saída de Pyongyang do tratado em 2002, após o presidente norte-americano colocar o país na lista do que chama de Eixo do Mal. Um reator nuclear foi reativado na ocasião e os inspetores da ONU ligados à questão foram expulsos de lá.

Enquanto para os EUA não devem ter sido fabricadas mais de duas bombas atômicas, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) diz que podem ser até seis.