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Jaques Wagner comemora impeachment mais fraco, mas diz que “não é hora de soltar foguetes”

Ministro falou à imprensa sobre a nova equipe econômica de Dilma e mostrou-se contente pelo abandono da oposição em relação a Michel Temer

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SÃO PAULO – O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, comemorou o enfraquecimento da tese do impeachment depois da derrota da chapa de oposição no STF (Supremo Tribunal Federal) e da notícia de que a oposição abandonou o vice-presidente Michel Temer no caso do impeachment. “Não é hora de soltar foguetes. Mas apenas de celebrar um momento melhor do que aquele em que estávamos há algum tempo”, disse.

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Para ele, é preciso trabalhar para que as pessoas comecem a acreditar que o governo está em um caminho que vai chegar a algum lugar. “Existe rumo. E se existe rumo, há esperança. A esperança é uma força motriz importante da economia”, afirmou o ministro. 

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Além disso, ele pediu para que as pessoas não sentenciem o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, antes dele começar a trabalhar. Wagner acredita que Barbosa não cometerá “nenhuma loucura” e que ele será uma pessoa extremamente equilibrada dentro do Executivo. 

O ministro-chefe da Casa Civil informou ainda que a presidente Dilma Rousseff vai se reunir com a nova equipe econômica na próxima segunda-feira, 28, para “uniformizar” o discurso e preparar o pacote de medidas que ela pretende apresentar ao Congresso na volta do recesso parlamentar.

Uma das prioridades do governo no próximo ano é enviar ao Legislativo uma proposta de reforma da Previdência. Ele adiantou, sem dar detalhes, que o governo trabalha com até quatro cenários de adoção da idade mínima. Segundo ele, essas hipóteses tratam de simulações sobre as regras de transição que podem ser adotadas, mas serão discutidas com os partidos da base aliada no Legislativo a fim de se buscar um consenso.