Japão pede fim das armas nucleares, 61 anos após a explosão da bomba atômica

Cerimônia memorial no sexagésimo primeiro anuário do ataque a Hiroshima foi marcada pelo pedido de paz

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SÃO PAULO – O Japão relembrou, no último domingo (6), o dia em que a bomba atômica explodiu sobre a cidade de Hiroshima, matando cerca de 140 mil pessoas em 1945, há exatamente 61 anos. A cerimônia realizada no local foi marcada pelo pedido de desarmamento nuclear do mundo.

Houve um minuto de silêncio às 8h15, hora exata do ataque que foi seguido de outro, três dias depois (9), em Nagasaki.

Não ao armamento nuclear

O prefeito da cidade, Tadatoshi Akiba, leu uma Declaração de Paz no evento memorial pedindo que as nações se envolvam na luta pelo fim das armas nucleares. A saber, atualmente estão envolvidos em projetos com tecnologia atômica de teor bélico Coréia do Norte e Irã.

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Também foi pedido que o próprio Japão respeitasse a cláusula da constituição que diz que o país não irá produzir, possuir ou permitir esse tipo de armamento em seu território. O primeiro ministro Junichiro Koizumi, presente no evento, fez um juramento cumprimento dos três aspectos.

A cerimônia contou ainda com a inclusão de mais de 5 mil nomes à lista gravada no monumento dedicado às vítimas da bomba, e o acréscimo, pela primeira vez, do termo “muitos desconhecidos”.