Japão deve reabrir inquérito sobre escravas sexuais durante a 2ª Guerra

Governo garante que vai colaborar nas investigações, mas afirma não se responsabilizar pelos atos

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SÃO PAULO – O governo japonês deve reabrir inquérito sobre acusação do exército ter coagido mulheres a servirem como escravas sexuais durante a Segunda Guerra Mundial.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou que o governo vai reabrir o inquérito para apurar o caso de escravidão sexual durante o conflito. Um grupo de parlamentares do Partido Liberal Democrático, que vai reabrir as investigações, pretende refutar o “infundado julgamento” da conduta do Japão durante a guerra.

Abe disse que não existem evidências de que as mulheres foram coagidas a praticar o ato, mas que o governo vai ajudar nas investigações.

Protestos

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Ao ser questionado sobre reportagem do New York Times, criticando a postura do Japão de não se responsabilizar pelos crimes, o secretário-chefe do gabinete disse que o governo considera as acusações da imprensa sem fundamento e que são um tanto mal interpretadas.

O governo japonês disse que não há motivos para se desculpar. No entanto, de acordo com o historiador Yoshimi Yoshiaki, cerca de 200 mil mulheres, a maioria da China e da Península Coreana, trabalharam em bordéis para militares japoneses durante as décadas de 30 e 40.

As evidências dos atos de violência contra mulheres durante a Segunda Guerra foram removidas dos livros de história de oito escolas no Japão, em 2005, promovendo protestos na Coréia do Sul.