Japão decide manter sanções às Coréia do Norte

A decisão inclui a proibição da entrada de navios norte-coreanos nos portos japoneses e a importação de qualquer produto do país

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SÃO PAULO – O primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, aprovou nesta terça-feira (9), a extensão por seis meses das sanções à Coréia do Norte, enquanto procura uma solução para as ambições nucleares do país e para o seqüestro de japoneses.

A decisão inclui a proibição da entrada de navios norte-coreanos nos portos japoneses e a importação de qualquer produto do país.

Testes nucleares

O governo japonês decidiu impor as restrições ao país comunista depois do anúncio de um teste nuclear em outubro do ano passado. Em abril decidiu pela continuação das sanções até outubro.

O porta-voz do governo afirmou que a principal preocupação do Japão é resolver os problemas dos seqüestros e o desenvolvimento de mísseis e armas nucleares pela Coréia do Norte, bem como garantir que as relações bilaterais com o país permanecem as mesmas.

Seqüestros

Um professor e conselheiro do presidente sul-coreano Roh Môo Hyun, que o acompanhou na visita ao país do norte, na semana passada, afirmou que, para Kim Jong Il, as discussões e os seqüestros de japoneses são um assunto encerrado. Mas o governo do Japão ainda busca pelos seqüestrados e por informações do governo coreano, que afirma que 8 dos 13 raptados morreram. O país não acredita nas explicações e exige que a Coréia do Norte diga a verdade sobre o ocorrido.

O país comunista admitiu em 2002 que mantinha em seu território 13 japoneses seqüestrados por agentes coreanos. Afirmou também que 5 estavam vivos e 8 mortos. Os sobreviventes retornaram ao Japão em outubro de 2002.