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Janot reafirma denúncias contra Temer e coloca mais “lenha na fogueira” da CCJ

Relatório de 10 páginas tem como base os questionamentos feitos pela bancada do PSOL

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SÃO PAULO – Na tarde desta quinta-feira (13), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou à Câmara um documento de 10 páginas reafirmando todas as acusações contra Michel Temer. Segundo aponta o relatório, derivado de questionamentos feitos pela bancada do PSOL, o presidente de fato era o destinatário da mala de R$ 500 mil entregue a Rodrigo Rocha Loures, um dos argumentos centrais da denúncia de corrupção passiva que está em questão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

De acordo com Janot, “a peça acusatória narra com riqueza de detalhes os fatos ilícitos praticados pelos denunciados” e possui provas robustas de que os valores foram destinados para Temer, em resposta as contestações da defesa do presidente, qual argumentaram que Temer não autorizou o ex-assessor a realizar “tratativas espúrias” em seu nome e que não haveria prova do dinheiro ter chegado ao presidente.

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O procurador-geral da República destacou que a gravação da conversa no Palácio do Jaburu foi feita por Joesley Batista de forma espontânea, novamente rebatendo os argumentos dos advogados de Temer. Segundo a defesa, a gravação do empresário foi premeditada e seu conteúdo é de cunho ilícito. 

Ainda sobre os áudios, Janot fez questão de frisar que “não procedem” as alegações levantadas pelos advogados de defesa de Temer de que houve fraude ou adulteração nas gravações: “a gravação do diálogo ocorrido no palácio do Jaburu no dia 7 de março do corrente ano, que também subsidiou a pretensão acusatória, foi objeto de análise no Laudo nº 1103/217 – INC/DITEC/DPF no qual foi afastada qualquer dúvida de fraude”, cravou o procurador.