Congresso

“Isso aqui é uma suruba”, diz deputado sobre não votação de processo contra Cunha

O relatório que pede que o presidente da Câmara seja investigado pelo envolvimento no escândalo da Petrobras não foi votado por causa das discussões protelatórias em plenário

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SÃO PAULO – O advogado Marcelo Nobre, que representa o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no processo disciplinar no Conselho de Ética, informou aos conselheiros, nesta terça-feira (23), que entrou com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) solicitando a análise do impedimento do presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA).

Com isso, mais uma vez o processo não foi votado. Na sessão do colegiado de hoje, Nobre explicou que o objetivo do mandado de segurança é suspender o andamento do processo até que o Conselho responda questões de ordem formuladas por aliados de Cunha sobre a suspeição de Araújo.

O relatório que pede que o presidente da Câmara seja investigado pelo envolvimento no escândalo da Petrobras não foi votado por causa das discussões protelatórias em plenário. Isso gerou muita revolta, fazendo, inclusive, com que o deputado Vinícius Gurgel (PR-AP) baixasse o nível: “É uma suruba isso aqui”, disse ele referindo-se à quantidade de partidos e à confusão sobre o acesso aos pronunciamentos.

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Porém, o deputado foi reprimido pelo presidente do colegiado: “Estamos no Parlamento. Espero que as palavras usadas aqui sejam condizentes”, disse José Carlos Araújo (PSD-BA). Mas isto não acalmou Gurgel, que voltou a desabafar: “Uma suruba política, presidente”, disse levando mais uma bronca: “No dicionário político não tem essa palavra”.

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