Isenção de IR e redução de jornada podem recuperar aprovação de Lula, dizem aliados

O presidente nacional do PT, senador Humberto Costa (PE), acredita que medidas como a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e a redução da jornada 6x1 podem recuperar aprovação

Marina Mota

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento público (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento público (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O presidente nacional do PT, senador Humberto Costa (PE), apostou numa reversão da queda da popularidade no governo Lula, ao comentar a última pesquisa Genial/Quaest.
A pesquisa mostra aumento na desaprovação do governo de 49% para 56%, entre janeiro e março deste ano.

“A avaliação não é boa, está retratando um momento que vem desde janeiro. Agora, informações de dentro do governo já dão conta de que a queda estancou”, afirmou o petista.

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Costa aposta, principalmente, na isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. Outras medidas que podem alavancar a popularidade, segundo ele, são o fim da jornada 6×1, que governo vai abraçar, o crédito consignado e obras que o governo está entregando nos estados. “O governo tem amplas condições de reverter, temos tempo e ações”, avalia.

A falha na comunicação é apontada por diversos aliados como um dos entraves para melhorar a popularidade. O presidente do PT admite a falha, mas afirma que o problema já está sendo corrigido, a partir da troca do comando da pasta da Comunicação. O marqueteiro Sidônio Palmeira tomou posse como ministro da Secom, no dia 14 de janeiro, no lugar de Paulo Pimenta

Além das falhas na comunicação, o senador Marcelo Castro (MDB-PI), atribui a queda na popularidade também à alta da inflação. “Nenhum governo pode descuidar da inflação porque pega todo mundo, principalmente, a grande de maioria que é de pobres”, avalia.

De acordo com o senador governista, o Planalto errou na estratégia e não conseguiu conter a inflação. “O ovo está caro. O café dobrou de preço. Todo pobre como ovo e toma café”, disse. Mesmo assim, ele defende que outros indicadores econômicos estão melhorando, como emprego, resultados da safra e desempenho do Minha Casa Minha Vida.

Oposição aponta erros na economia

Já a oposição credita o resultado a erros na condução da política econômica.
“Poder de compra da população despencando e inflação subindo muito, taxa de juros está nas alturas, agenda fiscal péssima, poder de compra derretendo.

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Não tem como esperar avaliação positiva de governo que só erra”, afirma o senador Marcos Rogério (PL-RO).

Para o senador Izalci Lucas (PL-DF) quando economia está mal as pessoas demonstram insatisfação. Segundo ele, nem mesmo as tentativas do governo com programas populares, como o pé de meia, tem dado resultado e a rejeição cresceu, inclusive, entre os jovens.