Aliança à vista?

Irmão de Eduardo Campos é mais um aliado de Marina que confirma apoio a Aécio

Emocionado, Antônio relembra que foi um dos primeiros membros do PSB a sinalizar apoio para que a ex-senadora encabeçasse a chapa presidencial do PSB após a morte do ex-governador de Pernambuco.

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SÃO PAULO – A família Campos mais uma vez ganhou protagonismo na eleição presidencial. Há pouco, Antônio Campos, irmão de Eduardo Campos, presidenciável do PSB que morreu em 13  de agosto após um trágico acidente aéreo, anunciou que apoiará a candidatura de Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. 

Ainda que tenha escrito no Facebook que essa é uma posição pessoal, em entrevista por telefone, o advogado sinalizou que o presidenciável tucano terá apoio de toda a família de Campos, incluindo a viúva Renata Campos e a mãe Ana Arraes. O posicionamento oficial das duas, porém, deve ser oficializado apenas após um encontro com o ex-governador de Minas Gerais, previsto para esta semana.

“O meu voto no 2º turno é em Aécio Neves. Ressalto que tal declaração é em meu nome pessoal. Acho salutar uma mudança, nesse momento, para o Brasil”, afirmou Tonca, como é conhecido popularmente.

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De acordo com ele, tanto Renata quanto o governador eleito em Pernambuco, Paulo Câmara, pretendem se reunir com o diretório estadual para aparar seu posicionamento. Após a derrota da ex-senadora, ambos consultaram alguns líderes do partido e a maioria pretende apoiar Aécio.

“Aqui em Pernambuco a relação entre PSB e PT está desgastada desde 2012, por causa da eleição para prefeito”, explicou Campos. Na época, Luiz Inácio Lula da Silva lançou a candidatura de Humberto Costa, enquanto Campos apoiou Geraldo Júlio. “A relação entre os partidos ficou estremecida aqui no estado”, completou. 

Vale considerar que, diferentemente de Campo, Câmara e Geraldo não são próximos a Lula, o que acaba diminuindo as influências do líder petista na região.

Emocionado, Antônio relembra que foi um dos primeiros membros do PSB a sinalizar apoio para que Marina encabeçasse a chapa presidencial do PSB após a morte do ex-governador de Pernambuco. “Fui um dos primeiros a apoiá-la. Agora, sou um dos primeiros a falar que apoio Aécio  no segundo turno”, disse o irmão de Campo, que acrescentou que respeitará Roberto Amaral, presidente nacional do PSB, caso ele queira apoiar a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição.

Além disso, o advogado reiterou que não articularia para persuadir Marina, a família ou a legenda pessebista de que Aécio é melhor do que Dilma. Ele acredita que eles tomarão essa decisão naturalmente, já que Campos adotou no último ano o discurso da mudança.


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