Investigação contra Renan não deve ser encerrada antes de 45 dias

Recesso também irá afetar o andamento do processo e relatores aguardam perícia da PF nos próximos 20 dias

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SÃO PAULO – O processo de investigação das denúncias contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, não deve ser encerrado antes de 45 dias pelo Conselho de Ética, afirmou Renato Casagrande, um dos três relatores do caso.

Em reunião com o presidente do Conselho, Leomar Quintanilha, foi acertado o cronograma de trabalho da comissão. Renan e o P-SOL, partido autor da representação, devem enviar ao colegiado novos questionamentos sobre a investigação até a próxima terça-feira. Após o envio, Calheiros terá um prazo de cinco dias para apresentar sua defesa.

Relatores aguardam perícia da PF

Os relatores do processo pretendem fazer um levantamento da evolução patrimonial de Calheiros entre 2002 e 2006, que segundo Casagrande será utilizada na comparação de execuções de obras feitas pela empresa Mendes Júnior com recursos orçamentários com base nos dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal. O pedido dos relatores deve ser feito à comissão até a próxima segunda.

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Casagrande ressaltou que este material será utilizado somente após a conclusão das novas perícias da Polícia Federal. A expectativa da comissão é que a PF conclua esta nova perícia em, no máximo, 20 dias.

Recesso prejudica andamento do processo

O recesso legislativo, de 18 de julho a 1º de agosto, também irá afetar o andamento das investigações, já que o Conselho de Ética não possui autonomia para se reunir durante o período. Para permitir que o Conselho funcione é necessário que a Mesa Diretora da Casa, comandada por Renan, autorize.

Leomar Quintanilha afirmou que, durante o recesso, serão mantidas apenas as perícias realizadas pela Polícia Federal e as análises feitas pelos três relatores.