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Intenção de voto em Dilma cresce e em Serra cai, diz pesquisa CNT/Sensus

Governador de São Paulo continua liderando em todos os cenários para eleições de 2010, mas margem vem diminuindo

SÃO PAULO – A pesquisa realizada pelo Instituto Sensus, a pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), apontou diminuição da diferença entre as intenções de voto para José Serra e Dilma Rousseff.

O governador de São Paulo e potencial candidato do PSDB à disputa pela Presidência do País em 2010 vem apresentando comportamento entre estagnação e queda, enquanto a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata apoiada pelo presidente Lula demonstra potencial de crescimento. Ainda assim, Serra lidera as pesquisas em todos os cenários propostos pelo instituto

Para Clésio Andrade, presidente da CNT, existem dois fatores que podem explicar este movimento: a recusa de Serra em lançar-se oficialmente à sucessão de 2010 e o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que tem altos índices de rejeição por parte do eleitorado.

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O diretor do Sensus, Ricardo Guedes, afirmou que é possível notar que Serra perdeu cerca de 15 pontos percentuais em intenções de voto no primeiro turno, quando se compara esta lista com cenários elaborados em dezembro do ano passado. A lista atual, no entanto, é inédita, já que Heloísa Helena (PSOL) retirou sua candidatura.

Já Dilma é beneficiada pela popularidade do atual presidente (segundo a mesma pesquisa, Lula obteve avaliação positiva de 78,9% dos entrevistados, contra os 76,8% de setembro). Aproximadamente metade dos entrevistados (51,7%) disse que poderia votar no candidato indicado pelo petista.

Resultados

Na primeira lista apresentada aos entrevistados, com o cenário mais provável para a disputa até aqui, Serra tem 31,8% das intenções de voto, na frente de Dilma, com 21,7%. Em terceiro lugar está Ciro Gomes, deputado federal pelo PSB, com 17,5% das intenções de voto. Em seguida aparece Marina Silva, com 5,9%.

Em dezembro de 2008, Serra tinha 46,5% dos votos, seguido por Dilma Rouseff, com 10,4% e por Heloísa Helena, na época ainda potencial candidata, que registrava 12,5% das intenções de voto.

A pesquisa também mostra que a candidatura de Ciro Gomes tira mais votos de Serra do que de Dilma e ajuda a provocar um segundo turno. Na lista em que o deputado não aparece na disputa, Dilma cresce de 19,9% em setembro para 23,5% em novembro. O governador de São Paulo passa de 40,1% para 40,5%.

Composição de chapas

Ganhou destaque na pesquisa também a aceitação pelos entrevistados da chapa “puro-sangue”, composta por Serra como candidato a presidente e Aécio Neves à vaga de vice. A chapa Serra-Aécio – que, no entanto, é considerada possibilidade remota – teria 35,8% das intenções de voto, enquanto a chapa Dilma-Temer teria 23,9%.

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Foi observado também que a ministra é mais forte ao lado de Michel Temer, atual presidente da Câmara dos Deputados, com maior porcentual de intenções de voto do que quando é apresentada sozinha. Segundo Guedes, a chapa da ministra Dilma com Temer é mais forte porque o eleitorado tem atualmente tendência centrista.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 16 e 20 de novembro com 2000 entrevistados em 136 municípios. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.