Eleições

Influenciadora digital acusa agência de fazer propaganda irregular para o PT

Caso chamou atenção após diversos posts no Twitter exaltando a gestão do governador do Piauí, Wellington Dias

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SÃO PAULO – A influenciadora digital Paula Holanda acusou no último fim de semana a agência de marketing digital Lajoy de fazer propaganda irregular para o PT na redes sociais, pagando para que ela e outros influenciadores falassem bem de candidatos do partido.

Mas o que mais chamou atenção foram os diversos posts exaltando a gestão do governador do Piauí, Wellington Dias, candidato ao quarto mandato nestas eleições. O caso chamou atenção já que influenciadores de diferentes regiões do país, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, comentaram de forma positiva o trabalho do petista.

Holanda diz que foi procurada por uma representante da agência, Isabella Bomtempo, que convidou-a para participar de uma ação “de militância política para a esquerda” e não de cunho partidário, e por isso ela aceitou participar. Segundo ela, foram três “pautas”, a primeira sobre a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, depois a do candidato a governador Luiz Marinho e a última sobre Wellington Dias.

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A influenciadora afirmou que no caso de Gleisi, como ela acompanhou o caso, seria uma “pauta muito justa” e por isso concordou. Já o segundo caso, ela destacou que a “agenda paulista” interessa por ter família em São Paulo. Já na pauta do governador do Piauí, surgiu a desconfiança sobre o esquema.

Se comprovado pagamento para fazer propaganda positiva, isso configuraria uma prática ilegal de campanha. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), “é vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet, excetuado o impulsionamento de conteúdos, desde que identificado como tal e contratado exclusivamente por partidos, coligações e candidatos e seus representantes”. A punição pode ser multa de até R$ 30 mil.

A dona da Lajoy, Joyce Falete Mota, afirmou ter sido contratada por uma outra empresa, chamada Be Connected, segundo informações da Folha de S. Paulo. A companhia pertence a Rodrigo Queles Teixeira Cardoso, que aparece como membro suplente do diretório do PT de Belo Horizonte.

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