Indulto polêmico

Indulto natalino de Temer é episódio triste, mas Brasil não pode sofrer ruptura institucional, diz Lohbauer

Para o cientista político, essa medida - e a chancela da maioria do STF a isso - é algo que o Brasil vai sentir, mas faz parte dos caminhos da construção da democracia  

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Entre as diversas questões polêmicas que o STF (Supremo Tribunal Federal) teve que julgar em 2018, uma ganhou destaque no final deste ano: o indulto de Natal editado pelo presidente Michel Temer.

Apesar do ministro Luís Fux ter pedido vista e interrompido o julgamento, já há uma maioria formada pela validade da medida do presidente, que gerou muita polêmica uma vez que o texto do decreto inovou e previu a possibilidade de indulto para condenados que cumpriram um quinto da pena, incluindo crimes de corrupção e correlatos, além de indultar penas de multa. 

Conforme destaca em vídeo o cientista político Christian Lohbauer, que foi candidato à vice-presidência na chapa de João Amoêdo pelo Partido Novo em 2018, o indulto tem por trás uma questão política profunda.

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Isso porque há um grupo muito grande de políticos de primeiro escalão presos, indiciados e sendo processados e, inclusive, o fim desse governo abre espaço para que outros nomes entrem no radar. “O indulto visa até beneficiar ao próprio Temer”, avalia ele. 

Para Lohbauer, essa medida – e a chancela de uma parte do STF a isso – é algo que o Brasil vai sentir, mas são os caminhos da construção da democracia.

“A gente tem que viver isso, não tem outro caminho, porque a gente não quer ser Rússia, Turquia, China, Índia, a gente quer ser Brasil, não tem como ser de de outro jeito, sem essas idas e vindas. (…). As coisas vão mudando dentro da regra do jogo. Ruptura institucional é o que a gente não deve querer”, afirma. 

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