Indignado

Indignado e irritado, Lula culpa Dilma por operação em escritório do filho, diz jornal

Pessoas próximas a Lula estranham o fato da PF não ter feito busca e apreensão em escritórios de grandes corporações que são investigadas pela Operação Zelotes

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SÃO PAULO – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou indignação em meio à operação da Polícia Federal de busca e apreensão na empresa LFT Marketing Esportivo, de seu filho Luís Claudio Lula da Silva. Segundo informações da Folha de S. Paulo,  citando aliados do presidente, a avaliação é de que o episódio se trata de uma nova tentativa de enfraquecê-lo politicamente.

Além disso, informa o jornal, isso demonstra que tem faltado pulso firme do Ministério da Justiça no comando da Polícia Federal. Vale ressaltar que as pressões do PT para que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, saia do cargo, continuam no radar. 

Pessoas próximas a Lula estranham o fato da PF não ter feito busca e apreensão em escritórios de grandes corporações que são investigadas pela Operação Zelotes, caso de Gerdau e Marcopolo. 

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Em conversas com aliados, Lula apresentou duas hipóteses para a ação da PF no escritório do filho. Ou essa é uma demonstração de desgoverno da presidente, ou uma prova de que Dilma orientou seu ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a unicamente protegê-la. Isso mesmo que seu padrinho político tenha que pagar o preço disso. Porém, nos dois casos, a responsabilidade seria dela.

Segundo o jornal, o ex-presidente se diz cada vez mais convencido de que Dilma permite investigações contra ele para se preservar. O jornal informa que o ex-presidente está tão irritado, acusando Dilma de destruir seu legado para construir a imagem da presidente que combateu a corrupção. Lula critica Cardozo, mas diz que não quer “ganhar no tapetão”; é papel do ministro da Justiça zelar pela Constituição. 

Para ele, segundo relatos do jornal obtidos por petistas, Dilma também destruiu a economia, o partido e agora quer acabar com seu legado. 

A LFT teria recebido pagamentos de Mauro Marcondes, um dos lobistas investigados por negociar a edição e aprovação da MP 471, que prorrogava incentivos fiscais ao setor automotivo, durante o governo Lula. Luiz Claudio confirma o recebimento de R$ 2,4 milhões, mas defende que os valores são referentes a serviços prestados a uma empresa de Marcondes.

Segundo o jornal, o ex-presidente não deve se pronunciar publicamente por enquanto. Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Luís Cláudio, criticou a operação de busca, chamando-a de “despropositada”. 

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