Lava Jato

“Indignada”, Dilma vê “delação seletiva” e tentativa de desestabilizar o seu governo

Informações são da Folha de S. Paulo, que ouviu um ministro sobre o assunto; Dilma convocou uma nova reunião antes de embarcar para os EUA em meio às declarações de Ricardo Pessoa

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SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff atrasou a sua viagem aos Estados Unidos para convocar uma nova reunião por conta da delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa, no âmbito da Operação Lava Jato. 

Ele citou novos nomes como de Aloizio Mercadante, ministro-chefe da Casa Civil, e o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, e ainda afirmou ter repassado R$ 3,6 milhões como caixa 2 a tesoureiros petistas em 2010. Ao mencionar Edinho, que foi tesoureiro na campanha presidencial para reeleição de Dilma, no ano passado, Pessoa mencionou um repasse de R$ 7,5 milhões.

E, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, antes de viajar, a presidente se mostrou “indignada” em nova reunião com ministros. Em avaliação conjunta com os ministros, destacou-se que há uma tentativa de aprofundar a tese de criminalização de doações legais de forma a atingir a sua campanha e desestabilizar a presidência. 

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Segundo um ministro ouvido pelo jornal, há vazamento seletivo para atingir a campanha de Dilma e isentar as campanhas adversárias, incluindo a do senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato à presidência derrotado em 2014. “É um ataque seletivo”, afirmou o ministro ao jornal. 

Para auxiliares da presidente, a Lava Jato causa apreensão pois não se sabe qual é a extensão total da investigação, que estão cada vez mais próximas do Planalto. 

De acordo com reportagem da revista Veja, foram citados por Ricardo Pessoa o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que já negou irregularidades, os senadores Aloizio Nunes (PSDB), Benedito de Lira (PP), Edison Lobão (PMDB), Fernando Collor (PTB), Gim Argello (PTB), Ciro Nogueira (PP), os deputados Julio Delgado(PSB), José de Fillipi (PT), Arthur Lira (PP), Dudu da Fonte (PP) e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).