Indicado para o BC, Galípolo tem trânsito pelos setores público e privado

Economista é apontado por colegas como um negociador habilidoso com contatos no setor empresarial e financeiro e que gosta de trabalhar em equipe

Estadão Conteúdo

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, durante reunião (Foto: Washington Costa/Ascom/MF)
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, durante reunião (Foto: Washington Costa/Ascom/MF)

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Gabriel Galípolo, indicado para diretoria do Banco Central (BC), é mestre em economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e tem passagem tanto pelo setor público quanto pelo privado. É apontado por colegas como um negociador habilidoso com contatos no setor empresarial e financeiro e que gosta de trabalhar em equipe.

Conforme o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Galípolo tem bom trânsito no Congresso e tem feito negociações com o Parlamento, “sendo coautor de todas as políticas públicas endereçadas ao Congresso”.

Já foi chefe da Assessoria Econômica da Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo (2007) e diretor de Estruturação de Projetos da Secretaria de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo (2008).

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Na iniciativa privada, foi presidente do Banco Fator entre 2017 e 2021. Também é coautor do livro Manda Quem Pode, Obedece Quem tem Prejuízo, lançado pela Editora Contracorrente, sobre o funcionamento do mercado financeiro e a relação da economia com a política. Galípolo é ligado ao economista Luiz Gonzaga Belluzzo, amigo e um dos conselheiros do presidente Lula.

Na avaliação do economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, a nomeação de Galípolo para o BC é uma tentativa de aproximação entre o governo e a autarquia.

“Não vejo como tentativa do governo de mudar a postura do BC de dentro para fora, porque o Galípolo é um dos nomes mais alinhados ao mercado financeiro. Ele já foi presidente de banco e, quando foi nomeado para ser o número dois da Fazenda, a leitura foi de que era uma tentativa do PT de se aproximar do mercado financeiro”, afirma. “Mas, de qualquer forma, ele não vai poder, sozinho, mudar o direcionamento da política do BC.”

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