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Imagem de Lula, confiança na economia e eleições 2018: veja tudo que o Datafolha mostrou

Uma série de indicadores políticos, eleitorais e de percepção econômica foram divulgados pelo instituto Datafolha no fim de semana. Confira o resumo dos dados

SÃO PAULO – Uma série de indicadores políticos, eleitorais e de percepção econômica foram divulgados pelo instituto Datafolha no fim de semana. Confira o resumo dos dados:

Tríplex e Atibaia prejudicam, mas Lula segue “o melhor” para entrevistados
No dia da festa de comemoração dos 36 anos do PT, o instituto Datafolha mostrou números que colocaram água no chopp dos militantes que ser encontravam no Rio de Janeiro. Conforme apresentou pesquisa divulgada no final da tarde de sexta-feira, para a maioria dos entrevistados houve uma troca de favores entre o ex-presidente Lula e empresas envolvidas na Operação Lava Jato. A pesquisa, feita entre os dias 24 e 25 de fevereiro, contou com 2.768 entrevistas em 171 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Os números apresentados a seguir foram arredondados, e, por isso, podem apresentar soma superior a 100%.

No caso das obras em um tríplex no Guarujá (SP), 58% dizem que ele foi beneficiado por tais empresas, e as teria ajudado como retribuição; ao passo que 2% acreditam no benefício, mas sem retribuição — mesmo número registrado por aqueles que não sabem se houve alguma troca de favor, mas acreditam que ele teria sido beneficiado. 13% disseram não acreditar em benefício a Lula e 25% não sabem. Entre os entrevistados que se dizem “bem informados”, a percepção sobre a suposta troca de favores cresce para a marca de 79%. No caso do sítio em Atibaia (SP), 55% acreditam que houve troca de favores, contra 13% que negam, enquanto 1% acham que o ex-presidente teria sido beneficiado, mas não retribuído, e 1% não sabem se houve troca de favores. 29% não sabem se Lula foi beneficiado.

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Quando questionados sobre o governo em que houve maior nível de corrupção, a gestão de Dilma Rousseff lidera com 34% das opiniões, seguida por Lula e Collor empatados com 20%. Fernando Henrique Cardoso é apontado por 7% dos entrevistados. Entretanto, Lula segue apontado como o melhor presidente da história do país, ainda que com nível expressivamente menor que no passado. Para 37% o petista foi o melhor — percentual que chegou a 71% –, seguido por FHC com 15%, Getúlio Vargas com 6% e Juscelino Kubitschek com 5%.

Lula perde espaço, mas oposição não cresce
Pesquisa divulgada nesta manhã mostra que a rejeição do presidente Lula cresceu de 47% para 49% entre novembro do ano passado e os últimos dias de fevereiro deste ano. Segundo nessa escala, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) conta com rejeição de 23%, seguido pelo peemedebista Michel Temer (21%), o senador José Serra (19%), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (17%).

No total, foram criados quatro cenários para as eleições presidenciais de 2018. No primeiro deles, com Aécio, Lula, Marina Silva, Jair Bolsonaro e Ciro Gomes, o tucano segue na liderança, mas com uma folga menor do que a registrada em dezembro. De 27% de intenções de voto, o mineiro perdeu 3 pontos, para 24% em fevereiro. Lula (20%) e Marina (19%) ficaram estáveis, em empate técnico, ao passo que Ciro Gomes oscilou de 6% para 5% e Bolsonaro, de 4% para 6%. Brancos e nulos somaram 16%.

No segundo cenário, Aécio foi substituído por Alckmin. Nesse caso, Marina segue na liderança, apesar de ter oscilado de 24% para 23%, seguida por Lula, que oscilou de 22% para 20%. Na terceira posição, o governador de São Paulo mostrou variação de 14% para 12% entre dezembro e fevereiro. Brancos e nulos somaram 19%. Bolsonaro oscilou de 5% para 7% e Ciro, de 7% para 6%.

Pessimismo na economia cai
As estimativas dos especialistas para a economia têm passado por frequentes correções para baixo, apesar disso o pessimismo dos brasileiros com relação à sua própria situação econômica e à do Brasil diminuiu, conforme apontou o Datafolha no último sábado. O Índice Datafolha de Confiança subiu sete pontos, alcançando 87 pontos — ainda no campo negativo, mas a melhor taxa desde dezembro de 2014 (121 pontos). O índice considera como categorias avaliação do Brasil enquanto lugar para se viver, orgulho ou vergonha de ser brasileiro, expectativas da situação econômica do entrevistado e do país, do poder de compra, de desemprego e inflação. Entre os principais fatores a contribuir para essa melhora, as expectativas da situação econômica do entrevistado (alta de 15 pontos) e do país (alta de 17 pontos).

Entretanto, os números referentes à popularidade da presidente Dilma Rousseff seguiram negativos. Quando questionados se a petista deveria renunciar ao cargo, 58% acham que sim, contra 37%; 4% não souberam responder. Sobre a possibilidade de a Câmara aprovar o impeachment de Dilma, o cenário se mantém em 60% dizendo que sim. Entre os que responderam “não”, o percentual oscilou de 34% para 33%, ao passo que os “indiferentes” foram de 3% para 4%. 3% não souberam responder.

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