Resumo do mercado

Ibovespa futuro retoma bom humor e sobe 1% por pesquisas eleitorais; dólar cai abaixo de R$ 3,70

Os índices internacionais caem por preocupações com possível desaceleração econômica global

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SÃO PAULO – Após iniciar o dia com tom cauteloso no último pregão antes da definição das eleições presidenciais, o Ibovespa futuro retomou o otimismo e passou a subir de olho em pesquisas eleitorais que mostram a manutenção de ampla vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT). 

Divulgada nesta manhã, pesquisa XP/Ipespe mostra que o militar reformado tem 58% dos votos válidos, contra 42% do petista, mantendo o mesmo patamar da última semana. 

Às 9h59 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro subia 1,23%, a 85.305 pontos. O contrato de dólar futuro com vencimento em novembro tinha queda de 0,74%, cotado a R$ 3,680, e o dólar comercial recuava 0,38%, para R$ 3,691.

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Na véspera, pesquisa Datafolha apontou que a diferença entre Bolsonaro e Haddad caiu de 18 para 12 pontos percentuais em uma semana. Repercutindo os números, o EWZ (iShares MSCI Brazil ETF), principal ETF brasileiro, registrou queda de 2,62% no after market. 

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram em queda contaminadas pelo mau humor global na véspera e as preocupações com a desaceleração do crescimento de economias fortes, como a China e os Estados Unidos. 

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As bolsas europeias também recuam e caminham para fechar o mês em seu pior resultado desde agosto de 2015 movidas pelas preocupações com a economia global e o orçamento italiano, além de resultados corporativos abaixo do esperado no terceiro trimestre.

Os índices futuros em Wall Street indicam nova queda acentuada com a decepção dos investidores com balanços, com destaque para a Amazon e a Alphabet, dona do Google. A divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) também empurra os índices para o patamar negativo. A economia dos Estados Unidos cresceu 3,5%, em taxa anualizada, na primeira leitura referente ao terceiro trimestre. O crescimento foi liderado por gastos do consumidor, que teve n melhor resultado em quase quatro anos (4%).

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Os preço do petróleo recuam diante das preocupações com a desaceleração da economia global, e a consequente queda da demanda. 

Agenda econômica

No Brasil, atenção para os dados às 14h30 do governo central, que deve registrar déficit primário de R$ 24,8 bilhões em setembro, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, após déficit de R$ 19,7 bilhões na medição anterior. Antes disso, o Tesouro divulga relatório mensal da dívida de setembro, às 10h.  

Noticiário político

Apoiadores de Bolsonaro atribuem a queda na intenção de votos detectada pelo Datafolha a uma série de fatores, entre eles a retórica explosiva do presidenciável e de seus filhos e a subida de tom da propaganda do PT, com a inserção de depoimentos de torturados pela ditadura na propaganda eleitoral, segundo informações da Folha de S. Paulo. Esses políticos dizem não acreditar que Haddad tenha tempo para virar o jogo, mas preveem uma vitória menos confortável do que a que se desenhava inicialmente. 

Apesar de menos confortável para Bolsonaro, dirigentes do DEM e do centrão acreditam que, quanto menor a vantagem do candidato em eventual vitória, mais rápido ele vai entender que precisará fazer concessões e negociar para governar, aponta a Folha. 

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A distância entre Bolsonaro e Haddad caiu, mas ainda é considerável e aliados do PT contam com um gesto de apoio de Ciro Gomes (PDT), que retorna ao país nesta noite, para ajudar na tentativa de virada de votos. A Folha apurou que um aceno forte de Ciro e de líderes do PSDB, como Fernando Henrique Cardoso, pode dar tração a um movimento de indecisos na direção de Haddad. 

Contando com uma vitória, ainda que menos acachapante, a equipe de Bolsonaro continua a desenhar seu eventual governo e estuda 10 propostas para a reforma da Previdência, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Elas se dividem entre dois caminhos: apresentar no início de 2019 um novo pacote somente com alterações nas regras do sistema atual – como idade e tempo de contribuição – ou encaminhar já no início do eventual governo uma mudança mais profunda no sistema previdenciário, prevendo a adoção do sistema de capitalização.

O guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, e sua equipe defendem encaminhar algo novo em vez de avançar com a proposta que tramita hoje no Congresso. A avaliação é que o texto, que foi desidratado pelos parlamentares, trará impacto pequeno nas contas públicas.

Além da Previdência, a equipe de Guedes estaria estudando também a possibilidade de propor alguns mecanismos de ajustes automáticos na política fiscal em caso de descumprimento da regra de ouro das contas públicas, segundo o jornal Valor Econômico. 

Noticiário corporativo

O Grupo Pão de Açúcar registrou forte aumento no lucro líquido atribuído aos sócios controladores, de duas vezes e meia, em relação terceiro trimestre de 2017, com R$ 150 milhões. O lucro líquido consolidado passou de R$ 101 milhões para R$ 138 milhões no mesmo intervalo. 

A Suzano teve prejuízo líquido de R$ 107,6 milhões no terceiro trimestre, revertendo lucro de R$ 800,9 milhões um ano antes, com impacto do câmbio sobre financiamentos que incluem os obtidos para incorporar a rival Fibria. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu o patamar recorde de R$ 2,118 bilhões. 

A Lojas Renner elevou em 38,4% o lucro líquido do terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 194,2 milhões, com o crescimento de receita e o controle de despesas. O Ebitda ajustado total cresceu 15,9%, para R$ 347 milhões. 

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, informou à Petrobras que reduziu sua participação acionária na petroleira para menos de 5% das ações preferenciais. A redução da participação não está vinculada a nenhum objetivo específico, segundo o comunicado. 

Ainda sobre Petrobras, a Reuters, citando três fontes, informou que a estatal está negociando a venda da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, com a norte-americana Chevron. De acordo com uma das fontes, as negociações estão avançadas.

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 A Grendene registrou lucro líquido de R$ 112,3 milhões no terceiro trimestre de 2018, uma queda de 23,4% em relação a igual intervalo de 2017. A receita líquida atingiu R$ 599 milhões no trimestre, praticamente estável em relação aos R$ 596,3 milhões observados um ano antes. Para conferir a agenda completa de indicadores e resultados, clique aqui.