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A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado decidiu elevar o tom contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), após a ausência do chefe do Executivo local em depoimento marcado para esta terça-feira (3).
A oitiva tinha como foco esclarecer eventuais conexões entre o Banco de Brasília (BRB) e as fraudes atribuídas ao Banco Master, tema que ganhou centralidade nos trabalhos do colegiado.
O aviso de que Ibaneis não compareceria foi encaminhado à CPI na noite anterior, segundo a assessoria do presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES).

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No documento, o governador indicou o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, para falar em seu lugar. A substituição, porém, não se concretizou. Avelar também não compareceu ao Senado.
Diante do impasse, quem acabou indo ao Congresso foi o secretário-executivo da pasta, Alexandre Patury. A presença foi considerada insuficiente pelos parlamentares, que optaram por cancelar a sessão. A avaliação foi de que o gesto reforçou a necessidade de uma convocação formal do governador, instrumento que torna o comparecimento obrigatório.
A reação da CPI ocorre em meio a questionamentos sobre o grau de conhecimento do Palácio do Buriti a respeito das operações investigadas. Em depoimento prestado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, afirmou ter tratado diretamente com Ibaneis sobre a venda da instituição ao BRB. O governador nega que tenha participado dessas conversas.
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