Petróleo e gás

HRT deve trocar mais da metade de seu conselho em setembro

Em reunião marcada para 17 de setembro, companhia propõe aumentar o conselho para 11 membros e eleger 7 integrantes

SÃO PAULO – A HRT (HRTP3) deve trocar mais da metade de seu conselho de administração em setembro. A companhia apresentou nesta segunda-feira (16) uma porposta a ser votada em assembleia geral extraordinária no dia 17 de setembro, onde os membros decidirão pela ampliação do conselho, de 9 para 11 membros, e pela renúncia de cinco deles.

“Referida mudança tem como principal objetivo incrementar o nível de governança corporativa da Companhia e prepará-la para futuros desafios”, justifica a HRT.

Entre os novos desafios, está a eleição de um novo conselho. Antonio Carlos Sobreira de Agostini, Michael Stephen Vitton e Mathew Todd apresentaram a renúncia em reunião ocorrida na última quinta-feira, assim como John Milne Albuquerque Forman e Eduardo de Freitas Teixeira pediram para sair em 16 de março. Estes permanecerão nos cargos até que os novos membros sejam efetivados.

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No mesmo documento, a administração da petrolífera apresenta a proposta para eleger aos cargos Milton Franke, Wagner Peres, Joseph Ash, Charles Putz, Peter O’Brien, Tom Ebbern e Elia Shikongo. O mandato de todos, se eleitos, encerrará em 27 de abril de 2013.

Os prováveis membros do conselho
Franke, geólogo de petróleo, é CEO da HRT Óleo & Gás e possui no currículo passagens pela área de Exploração e Produção de diversas petrolíferas, incluindo a Petrobras (PETR3, PETR4). 

Peres é CEO e presidente da HRT America, com 21 anos de passagem na Petrobras, “tendo descoberto campos de petróleo gigantes na Bacia de Campos como os Campos Marlim, Marlim Sul, Marlim Leste e Barracuda, que com as reservas recuperáveis combinadas superam oito milhões de barris”, diz a empresa. 

Ash conduziu o processo de IPO (Initial Public Offering) da Devon Energy Corporation, enquanto Putz foi presidente da Namisa, uma mineradora controlada pela da CSN (CSNA3). O’Brien liderou o IPO de US$ 10,6 bilhões da Rosnef em 2006, Ebbern trabalhou 23 anos em análise do setor de petróleo e gás e Shikongo é um advogado com experiência na Namíbia, onde a HRT possui atividades de exploração.