Homenagem a Valdemar na Alesp vira ato de pré-campanha de Flávio Bolsonaro

Senador do PL subiu à tribuna e atacou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad

Agência O Globo

O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

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A entrega de uma honraria ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta sexta-feira (27), se tornou um evento de pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito Ricardo Nunes (MDB), além de parlamentares municipais, estaduais e federais, o evento começou com homenagens a Valdemar, que recebeu Colar de Honra ao Mérito, a mais alta honraria do Legislativo paulista, mas tão logo os primeiros oradores assumiram o microfone, o tom da apresentação logo mudou.

Quando chegou a vez de Tarcísio discursar, as falas referentes ao cacique do PL foram logo substituídas pelas pró-Flávio.

— Queria cumprimentar os nossos senadores, e vou fazer isso na pessoa do nosso senador, futuro presidente da República, Flávio Bolsonaro. Muito obrigado pela sua presença. Tivemos um excelente papo sobre o Brasil hoje de manhã — afirmou Tarcísio, se referindo a um encontro que ambos tiveram mais cedo, no Palácio dos Bandeirantes.

Entre os assuntos abordados esteve a montagem da chapa em São Paulo.

Outro que exaltou o senador foi o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

— E hoje a gente já acordou com uma notícia boa. São dois números hoje na pesquisa. Quem está em primeiro lugar? — pergunta Nunes, apontando para Flávio e se referindo a pesquisas que circulam no meio bolsonarista

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Todos os outros oradores da manhã também exaltaram o senador do PL do RJ.

Quando Flávio subiu à tribuna, antes de agradecer a Valdemar, o pré-candidato ao Planalto pediu um minuto de silêncio pelas vítimas da chuva em Minas Gerais e depois agradeceu às mulheres presentes, citando algumas delas.

Na sequência, o assunto mudou e o tom político-eleitoral dominou o discurso.

— Temos a obrigação sempre de buscar fazer a coisa correta e bem, pensar como é que a gente resolve o problema das pessoas. Então, presidente Valdemar, o que eu tenho dito, e o senhor é a simbologia, a personificação disso, os problemas do Brasil nós vamos resolver juntos e pela política. Sem vergonha de defender aquilo que a gente acredita. E qual é a responsabilidade? Mais uma vez, junto com cada um de vocês aqui, de enfrentar o momento mais importante de nossas vidas para os próximos 40, 50 anos – disse o senador.

Na sequência, Flávio falou de diversos outros temas, como economia.

– Qual o caminho que o Brasil vai escolher? O caminho de redução de carga tributária, de diminuir impostos? Ou o caminho daquela época, que quando havia aumento de arrecadação, o presidente do outro lado chamava Paulo Guedes, e perguntava quando ‘vamos cortar impostos’? Era uma obsessão por queda de impostos. E hoje, o pior prefeito da história de São Paulo, ‘Taxad’, não pode ver o bolso de alguém que já quer taxar. É inacreditável o massacre que ele faz sobre os contribuintes, castigando o povo trabalhador com o aumento de impostos toda hora – disse o senador, se referindo ironicamente ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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Logo depois, em entrevista coletiva, questionado pelo Globo como via a cada vez mais provável candidatura de Haddad ao governo de São Paulo, o senador perguntou se estava realmente decidido, mas depois não respondeu.

Após o evento, Flávio Bolsonaro foi a um almoço promovido pelo prefeito Ricardo Nunes, na sede da prefeitura de São Paulo, no centro.