CPI da Petrobras

Homem solta ratos durante depoimento de Vaccari na CPI da Petrobras e é detido

O episódio gerou discussão entre os deputados Jorge Solla (PT-BA) e Delegado Waldir (PSDB-GO), que foi acusado por Solla de envolvimento no episódio

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SÃO PAULO – Uma pessoa foi contida por policiais legislativos da Câmara dos Deputados no momento em que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, entrou no plenário onde está ocorrendo a sessão da CPI da Petrobras.

O começo da sessão foi marcada por tumulto. A sessão prosseguiu normalmente por decisão do presidente Hugo Motta (PMDB-PB), depois que um homem atirou ratos em direção à mesa da comissão – onde Vaccari acabara de chegar. O homem, ainda não identificado, foi detido por policiais legislativos. O episódio gerou discussão entre os deputados Jorge Solla (PT-BA) e Delegado Waldir (PSDB-GO), que foi acusado por Solla de envolvimento no episódio. “Você tem que provar!”, respondeu o deputado.

Vaccari está fazendo uma apresentação a respeito de seu papel no PT como arrecadador de recursos.

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O tesoureiro apresenta um gráfico no qual diz que no período de 2010 a 2013, 64% dos recursos doados ao PSDB, 57% ao PMDB e 65% ao PT vieram de empresas que não estão ligadas à operação Lava Jato.

“Todas as doações recebida pelo PT estão rigorosamente dentro das disposições da Justiça Eleitoral, com a devida emissão de recibos”, afirma.  “Nós, fora as contribuições físicas e jurídicas, eventualmente a venda de materiais – broches, divulgação partidária -, nós fazemos a venda disso, que são contabilizados e registrados. Nosso partido não tem imóveis, os atumotóveis são leasing e não temos aviões.”

Sobre o início de suas atividades, Vaccari afirmou que foi indicado em janeiro de 2003 ao conselho de Itaipu Nacional e pediu demissão em 2014. “A última remuneração que recebi era de R$ 20, 8 mil”. Ele afirmou que suas atividades eram de “planejamento de atividades de curto e médio prazos e a partir daí elaborar todo o processo da parte operacional”, assim como buscar recursos financeiros de filiados e simpatizantes. 


Entenda o caso
Vaccari é apontado nos depoimentos dos delatores Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Eduardo Leite e Pedro Barusco como operador do PT no esquema de pagamento de propinas. De acordo com a denúncia, Vaccari seria ligado ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que negou à CPI envolvimento no esquema. 

Vaccari foi denunciado por lavagem de dinheiro e está sendo ouvido na qualidade de acusado. Ele e está protegido por um habeas corpus concedido na noite de ontem pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, e tem o direito de ter a assistência de advogado e de não se comprometer a dizer a verdade ou mesmo se calar.

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O presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB) disse, porém, que a colaboração de Vaccari pode beneficiá-lo. “Sua colaboração pode garantir benefícios previstos em lei, disse Hugo Motta.

(Com Agência Câmara)