Em entrevista

“Hoje posso dizer com certeza: quero ser presidente outra vez”, diz Lula

Segundo o ex-presidente, "rasgaram" a CLT e estão querendo que o País volte ao tempo da escravidão, quando se trabalhava 14 horas e não tinha férias

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SÃO PAULO – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez criticas nesta sexta-feira (28) às reformas que estão em andamento no Congresso, dizendo que a greve de hoje foi provocada pela “irresponsabilidade e insensibilidade” do governo, e que tem certeza que quer ser presidente outra vez, porque já provou que “é possível consertar esse País”. 

“Hoje eu posso dizer com certeza: quero ser presidente outra vez. Vou pedir ao povo brasileiro a licença para votar em mim”, disse o ex-presidente em entrevista nesta sexta à Rádio Guaiaba. Trechos da entrevista foram reproduzidos na conta oficial do petista “Lula pelo Brasil” no Twitter.

Ele disse que gostaria muito que houvesse antecipação eleitoral e que terminou seu mandato fazendo muito mais do que prometeram. “Por isso, quero voltar; quero fazer mais”, disse. 

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Lula comenta que sua “fórmula” para consertar” o Brasil é por meio meio de crescimento da economia, não com cortes. “Quer que o país volte a crescer? Tem que incluir os trabalhadores e os mais pobres no orçamento da União. Todo mundo sabe que eu sei cuidar dos que mais necessitam. É possível fazer o Brasil ser melhor e voltar a ter orgulho”, disse.

Em referência à reforma trabalhista, o ex-presidente disse que “rasgaram” a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), que era a garantia mínima de direitos dos trabalhadores, e que estão querendo que o País volte ao tempo da escravidão, antes de Getúlio Vargas, quando se trabalhava 14 horas e não tinha férias. “Qual é o poder de barganha que têm os trabalhadores?”, questionou. 

Ele comentou ainda que não tem preocupação com nenhuma delação premiada, citando que o ex-ministro Antônio Palocci, seu companheiro há 30 anos, pode contar tudo que ele souber: “Pode prejudicar muita gente, menos eu”.

Lula disse ainda que o povo brasileiro sabe quem ele é e voltou a mencionar que quer “ver alguém dizer que tem um real numa conta minha que não seja resultado do meu trabalho”. “Se eles quiserem que eu não seja candidato, vão ter que rasgar a Constituição mais uma vez”, complementou.