Eleições

Hoje o movimento “Volta Lula” chega ao fim oficialmente; entenda

Hoje é última dia para que partidos realizem a troca de candidato; apesar da pressão de muitos petistas desde o final do ano passado, Dilma deve seguir como candidata

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SÃO PAULO – Esta segunda-feira (15) marca o último dia para partidos e coligações substituírem candidatos, com a regra só valendo para os cargos de presidente, governador e senador. Se for substituída a candidatura, o novo candidato deve apresentar o pedido à Justiça Eleitoral. A substituição de candidatos majoritários pode ser feita até 20 dias antes do pleito, enquanto o prazo para substituição de candidatos proporcionais terminou no último dia 6 de agosto.

Diante disso, a data de hoje marca o fim oficial do movimento “Volta Lula”, pelo menos para estas eleições. Vale lembrar que desde o final do ano passado alguns petistas pedem a volta do ex-presidente para a disputa, movimento que ganhou força este ano com as quedas de Dilma Rousseff nas pesquisas.

Em maio deste ano, o coro do “Volta Lula” ganhou força após as primeiras pesquisas mostrarem queda da atual candidata do PT, na época com a vantagem para Aécio Neves ficando menor. Apesar disso, o partido reforçou que iria manter Dilma e até Lula afirmou que não disputaria esta eleição.

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Em agosto, com a morte de Eduardo Campos e a entrada de Marina Silva na disputa, o movimento voltou a ficar forte com a candidata do PSB ficando na frente da petista em um eventual segundo turno. Por outro lado, as pesquisas da última semana mostraram que Dilma ainda está forte e Marina começou a cair, o que tira a força do “Volta Lula”.

No início de setembro, uma página no Facebook e um site na internet chegaram a ser criados pedindo a volta de Lula. A página tinha uma contagem regressiva para o dia de hoje e mostrava vídeos e fotos de Lula em seus comícios. Porém, poucas horas depois de ser publicada, a página foi tirada do ar.

A troca de candidatos ocorre quando o registro eleitoral é cancelado ou indeferido por irregularidades, quando o político renuncia ou é considerado inelegível pela Justiça. A única exceção é para os casos de morte, quando ele pode ser substituído em até 10 dias após o falecimento. Os partidos e/ou coligações também têm que divulgar de forma ampla aos eleitores o fato da substituição.