Condenado pelo mensalão

Henrique Pizzolato diz que “prefere morrer” a ficar preso no Brasil

Relato é do senador italiano Carlo Giovanardi, que pede que decisão de extradição para o Brasil seja revista

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SÃO PAULO – O ex-diretor do Banco do Brasil (BBAS3) e condenado no caso do mensalão Henrique Pizzolato afirmou ao senador italiano Carlo Giovanardi que prefere morrer a ir a uma prisão brasileira, segundo relato do parlamentar. Giovanardi esteve nesta segunda-feira (4) com Pizzolato na prisão de Modena, no norte da Itália.

Pizzolato “prefere morrer a descontar a pena por anos em uma penitenciária do Brasil”, destaca a nota do parlamentar, que completa: “ a medida coloca em risco a vida de Pizzolato, que se colocou à disposição de cumprir a pena na Itália, mesmo com o legítimo pedido de revisão do processo em que foi envolvido no Brasil”. O encontro aconteceu na presença do advogado Alessandro Sivelli e o Giovanardi pediu que o governo italiano reavalie sua decisão.

“Pizzolato obteve a negação da extradição da Corte de Apelo de Bolonha enquanto a Corte de Cassação jogou a decisão para o governo italiano que, incompreensivelmente, estabeleceu que Pizzolato, cidadão italiano, deve ser extraditado ao Brasil em 11 de maio”, afirmou o parlamentar. 

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Pizzolato, que tem cidadania italiana, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e sete meses de prisão, no Brasil, por lavagem de dinheiro e peculato na Ação Penal 470, o processo do mensalão, mas fugiu para a Itália com um passaporte falso. Ele foi detido em fevereiro de 2014, em Maranello, por causa da documentação irregular. No final do mês passado, a Itália autorizou a extradição de Pizzolato para o Brasil.