Hage classifica crise gerada com CPI dos Cartões como “escandalização do nada”

Ministro cita "preconceito" no caso da compra de tapioca; Paulo Bernardo afirma que contas tipo B devem ser o foco da comissão

SÃO PAULO – Em depoimento à CPI mista dos Cartões Corporativos o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, afirmou que houve “preconceito” no caso da compra de tapioca por Orlando Silva (Esportes), e classificou como “escandalização do nada” a crise gerada ante ao uso irregular dos cartões.

O ministro defendeu o uso dos cartões, afirmando que a transparência e o controle são maiores, e disse ainda que a CGU estuda uma maneira de colocar no Portal da Transparência os dados de gastos realizados com saques em dinheiro com os cartões corporativos.

Hage explicou que os gastos efetuados com os cartões foram, na maioria das vezes, de baixo valor. Segundo ele, cerca de 53% dos gastos são inferiores a R$ 300 e R$ 500, e somente 9% são superiores a RS 2 mil.

Contas tipo B

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Por fim, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, declarou que a comissão só avançará se forem focados os gastos com as contas tipo B, onde as compras eram realizadas com cheque.

Cabe ressaltar que no ano passado, as contas deste tipo somaram R$ 99,50 milhões e com os cartões corporativos foram R$ 78,03 milhões. E ainda, do total gasto com os cartões, R$ 58,77 milhões foram sacados em dinheiro e R$ 19,25 milhões com o cartão.