Haddad fará apresentação a Lula sobre dívida de estados, diz Tarcísio

Governador de SP se reuniu com o ministro da Fazenda, em Brasília, e disse que apresentação deverá resultar em projeto de lei sobre o tema

Estadão Conteúdo

Governador de SP, Tarcísio de Freitas participa do evento 'Fórum Político', realizado pela XP Investimentos em São Paulo (Thiago Viana)
Governador de SP, Tarcísio de Freitas participa do evento 'Fórum Político', realizado pela XP Investimentos em São Paulo (Thiago Viana)

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (13) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), se comprometeu a fazer uma apresentação sobre a dívida dos estados ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na semana que vem. O governador conversou com a imprensa após se reunir com o ministro, na Fazenda.

Tarcísio disse que a apresentação deverá resultar em um projeto de lei complementar (PLP) sobre o tema. “A partir do ‘ok’ do aval do presidente, ele [Haddad] chamaria os estados então para conversar, para tentar fazer o acordo”, disse o governador. “Ajustar o que tem que ajustar, em um período de 60 dias, e após isso fazer o envio, ainda no primeiro semestre, de um projeto de complementar ao Congresso”.

O político também disse que o governo federal tem sensibilidade em relação ao tema e defendeu também uma resolução sobre a questão do indexador da dívida. “A gente precisa de uma solução porque, da maneira como a dívida está indexada hoje, a gente vai ter um estoque crescente, um estoque que não vai acompanhar nem o crescimento da economia, nem o crescimento da arrecadação. Então é uma dívida que se torna impagável”.

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O ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) afirmou que São Paulo tem capacidade de pagar a dívida, mas a situação de endividamento dos estados é grave. Disse também que os estados precisam ter capacidade de fazer investimentos. “A quantidade de investimentos realizados pelos estados vem caindo ano a ano, e eu tenho certeza que a gente pode ter um ganha-ganha”, afirmou Tarcísio, “sem prejudicar o fiscal”. “Ter uma condição de potencializar os investimentos realizados pelos estados. Isso vai ajudar a economia, o crescimento como um todo.”