Em ritmo de 2º turno

Haddad consulta Lula para tentar conter “tsunami conservador”

Candidato ainda tem uma série de reuniões com governadores, senadores e deputados eleitos pelo PT para reforçar a campanha no 2º turno

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A forte votação obtida por Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno deve provocar mudanças na campanha de Fernando Haddad (PT). Ele discutirá com o ex-presidente Lula e outros líderes do partido uma estratégia para atrair votos do centro.

A primeira novidade será a incorporação de Jacques Wagner, eleito senador pelo PT da Bahia, ao comando da campanha. “Jacques já foi convidado e está vindo para a coordenação”, disse o ex-ministro Luiz Dulci, um dos coordenadores do petista.

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Após encontro com Lula na carceragem da Polícia Federal em Curitiba nesta segunda-feira, Haddad tem uma série de reuniões programadas com governadores, senadores e deputados eleitos pelo PT para reforçar a campanha no segundo turno.

A prioridade dos petistas é garantir o apoio dos partidos do campo de esquerda. Na noite de domingo, antes de fazer o pronunciamento, Haddad telefonou para Ciro Gomes e Guilherme Boulos e recebeu uma ligação de Marina Silva. “O que está em jogo é o destino da política brasileira. Esta eleição é diferente de todas as outras”, disse Dulci.

Uma preocupação da campanha é com fake news espalhadas contra Lula, Haddad e a candidata a vice, Manuela D’Ávila. O partido deverá pedir providências ao TSE.”Há um jogo sujo de mentiras e montagens, isso não tem precedentes e é um tipo de fraude”, afirmou Dulci.

Outro coordenador da campanha, o ex-ministro Gilberto Carvalho, pediu que a Justiça Eleitoral aja para impedir essa situação a partir da segunda etapa da campanha. “Temos que exigir do TSE uma ação sobre o universo de fake news no Whatsapp. Como fica isso?”, questionou Carvalho.

O ex-ministro de Lula disse que, para além do apoio da esquerda, é fundamental que o PT negocie com o centro e até a direita que rejeita Jair Bolsonaro. “Temos que abrir o coração para acolher todos os apoios”, afirmou.

O presidente do PT em SP, Emidio de Souza, disse que a disputa contra Jair Bolsonaro será difícil porque houve um “tsunami” de conservadorismo no Brasil e que este foi um recado dos eleitores. Para além dos partidos políticos, o PT irá procurar lideranças empresariais, religiosas e personalidades para tentar conter o avanço de Bolsonaro.

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A expressão usada pelos petistas é ganhar apoio do “centro democrático”, algo suprapartidário, porque não há muita chance de adesão institucional de partidos como PSDB, DEM, PR e PP, por exemplo.