Haddad chama Tarcísio de “candidato a vassalo” e diz que tarifas prejudicam SP

Ministro afirma que decisão de Trump é “tiro no pé” da direita e atinge indústria e agro paulista

Marina Verenicz

(Foto: Agência Brasil)
(Foto: Agência Brasil)

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acusou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de subserviência diante da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% a produtos brasileiros.

Para Haddad, a medida é um ataque à soberania nacional com impactos diretos sobre a economia paulista, especialmente o setor agroindustrial e a indústria aeronáutica.

“Ou bem uma pessoa é candidata a presidente, ou é candidata a vassalo. E não há espaço no Brasil para vassalagem”, disparou o ministro.

A declaração foi feita durante entrevista ao portal Barão de Itararé, com participação de mídias independente, em que Haddad comentou os efeitos da nova sanção comercial imposta por Washington.

Segundo ele, a decisão “não parte de nenhuma racionalidade econômica” e tem origem em pressões políticas da ala bolsonarista no Brasil.

“Não acredito que essa situação vá se manter. Nós somos deficitários com os Estados Unidos em mais de US$ 400 bilhões nos últimos 15 anos. A medida é insustentável do ponto de vista econômico e político”, afirmou.

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São Paulo na linha de frente do prejuízo

Haddad destacou que os principais prejudicados pela tarifa são setores estratégicos do estado de São Paulo. Citou, entre outros, o suco de laranja, produto de forte peso na pauta exportadora paulista, e a Embraer, símbolo da indústria de tecnologia brasileira, como alvos diretos da medida.

“A extrema-direita vai ter que reconhecer que deu um enorme tiro no pé, porque está prejudicando o principal estado do país, justamente São Paulo”, disse.

Segundo ele, o setor produtivo já se articula para buscar saídas com o presidente Lula. “O agro, com a indústria paulista, que é a mais afetada, está unido. Não podemos discriminar ninguém nesse momento”, comentou.