Falando como amigo

“Há poucos lugares para ser tão otimista como no Brasil”, diz Bill Clinton

Para o ex-presidente americano, que falou em encerramento do Enai, há mais notas positivas do que negativas sobre o Brasil, fazendo uma reflexão sobre os últimos 20 anos

SÃO PAULO – Em discurso de encerramento do Enai (Encontro Nacional da Indústria), que aconteceu em Brasília, o ex-presidente americano Bill Clinton destacou uma postura otimista em relação ao Brasil. Para ele, há  “poucos lugares no mundo para ser tão otimista como no País”. “Falo hoje como um amigo. Um amigo que adverte: apesar das dificuldades, há poucos lugares para ser tão otimista como no Brasil”. 

“É natural que eventos negativos dominem as manchetes, mas o futuro é forjado pelas perspectivas de longo prazo”, disse o ex-presidente americano. O político também pediu que os participantes do evento refletissem sobre as mudanças relevantes que aconteceram no Brasil nos últimos 20 anos, como a redução da desigualdade, afirmando que viu nascer o Bolsa Escola no governo de Fernando Henrique Cardoso, que foi expandido por Lula através do Bolsa Família. 

Ele ainda afirmou que os desafios econômicos que o Brasil enfrenta deveriam ser vistos com mais tranquilidade pelos empresários do país e ressaltou que no Brasil não há conflitos religiosos nem guerras e lembrou os avanços que o país obteve nos últimos 25 anos. 

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O ex-presidente disse ainda que o Brasil é um país que tem enorme riqueza de recursos naturais e que o progresso social e as políticas inclusivas e econômicas devem encorajar os empresários brasileiros. Clinton comentou que o melhor livro sobre política que leu nos últimos três anos não foi escrito nem por um político nem por um economista e sim por um microbiologista. A Conquista Social da Terra, de Edward O. Wilson, fala sobre como homens e insetos constroem uma complexa vida social e conseguem se defender de inimigos e sobreviver por meio da cooperação. “O mundo pertence aos cooperadores”.

Clinton afirmou que o momento político e econômico brasileiro pode soar desafiador. Porém, ele destacou que depois da crise de 2008, muitos passaram a crer que o centro das decisões mundiais estaria migrando para os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), expressão cunhada em 2001 pelo então economista do Goldman Sachs, Jim O’Neill.

Hoje, a China tem enfrentado desafios para substituit seu motor de crescimento de investimento para consumo, a Rússia foi atingida pela queda dos preços do petróleo e pelas sanções econômicas, as reformas liberalizantes propostas pelo governo da Índia não conseguem avançar no Parlamento. “Tudo isso teve impacto para o Brasil, porque uma parte significativa do PIB está relacionada às exportações e boa parte das exportações é de commodities”, afirmou. “Há mais notas positivas do que negativas sobre o Brasil. Está perfeitamente claro que os nossos destinos [do Brasil e dos Estados Unidos] estão interligados”.

(Com Agência Brasil) 

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