Combate

Guedes deve lançar nesta segunda pacote de estímulos à economia em meio ao coronavírus

São esperadas medidas de estímulo ao setor da construção civil, além de medidas de auxílio ao setor de turismo

Paulo Guedes
(Foto: Edu Andrade/ASCOM/Ministério da Economia) Paulo Guedes, ministro da Economia
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Com o avanço do coronavírus no Brasil com 200 casos confirmados, é esperado para esta segunda-feira (16) que Paulo Guedes, ministro da Economia, anuncie um pacote de medidas para a economia de forma a enfrentar a pandemia.

No fim da semana passada, o ministro não descartou a liberação de novos saques do FGTS e defendeu que parte dos R$ 15 bilhões do orçamento que são alvo de disputa entre Palácio do Planalto e Congresso sejam usados para reforçar setores da economia e para custear medidas na área de saúde. Na sexta, também foram anunciadas outras ações como a isenção de tarifa de importação de produtos médicos e hospitalares.

“Agora, estamos fazendo o programa de combate ao coronavírus, os bancos públicos estão nisso, estamos lançando o monitoramento a cada 48 horas, vamos ter informação sobre todos os impactos da cadeia produtiva, estamos examinando a questão tributária. É uma série de medidas sérias, profundas, que estamos examinando”, afirmou na última sexta-feira.

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Ainda são esperadas medidas de estímulo ao setor da construção civil, além de medidas de auxílio ao setor de turismo. Conforme destaca blog de Valdo Cruz, do G1, além das companhias aéreas, as medidas devem socorrer empresas do setor de serviço como agências de turismo, bares, restaurantes e empresas de eventos.

Os investidores também seguem atentos aos efeitos do coronavírus para a política monetária. Após a decisão do Fed, o UBS passa a projetar corte de 1 ponto percentual da Selic e diz que Copom pode agir ainda hoje. O UBS ainda avalia que BC pode adotar outras medidas, como redução do compulsório e amplo programa de atuação no câmbio.

Já a XP Investimentos mantém a visão que o BC, ao longo da semana ou na segunda, anunciará um corte de 0,50 ponto percentual, reforçandjunto com outras medidas de estímulo. “Possivelmente uma redução mais acentuada dos compulsórios (sobre depósitos a vista e a prazo) e medidas de liquidez para bancos pequenos e médios para estimular o mercado de crédito. Além disso, o BC deve aumentar o grau de intervenção no mercado de câmbio (swaps, linha e a vista) para permitir que a Selic possa cair ainda mais sem pressionar tanto o câmbio”, avalia (confira a análise completa clicando aqui).

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