Ainda não

Guardando munição? Eike Batista fica calado em depoimento para a Justiça Federal do Rio

Empresário deve fazer delação premiada no mês que vem

SÃO PAULO – Convocado para depor nesta segunda-feira (31) pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, Eike Batista preferiu ficar calado perante ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, sobre o pagamento de propina ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. O empresário está cumprindo prisão domiciliar desde 30 de abril, quando deixou o complexo penitenciário de Gericinó (RJ).

A opção de ficar calado foi uma orientação dos advogados de Eike e, provavelmente, visa não influenciar a delação premiada que está sendo negociada com a PGR (Procuradoria-Geral da República), que deve sair ao longo de agosto: “tenho total interesse em colaborar com a Justiça, mas tenho que atender a orientação dos meus advogados”, revelou.

Eike Batista é acusado de pagar propina de US$ 16,5 milhões para o ex-governador do Rio de Janeiro, referente a um contrato falso de intermediação da compra de uma mina de ouro, e cerca de R$ 1 milhão através da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo. Inclusive, os dois também prestaram depoimento nesta segunda-feira.

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A ex-primeira-dama do Rio de Janeiro afirmou não ter acertado qualquer negócio com o empresário e que o contrato firmado entre o escritório de advocacia e a EBX (conglomerado empresarial de Eike Batista), alvo da Justiça por características fraudulentas, foi feito pelo seu ex-sócio, Sérgio Coelho, com o qual afirma ter desavenças. Ao MPF (Ministério Público Federal), Sérgio Coelho rebateu e afirmou que a mulher de Cabral está ciente de todos os pagamentos.