Governo quer estimular brasileiros a adotar consumo sustentável

Idec considerou ação como um avanço para a integração de diversos setores da sociedade com a causa

SÃO PAULO – Plano lançado pelo governo quer estimular a participação dos brasileiros em todas as ações que visam ao consumo sustentável e à defesa do meio ambiente.

Propostas sobre o tema estão contidas no PPCS (Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentável), anunciado na última quarta-feira (23) pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. A intenção do governo é ampliar a integração de políticas ambientais e desenvolvimento do País.

Minimizando os danos
Izabella ainda pontuou que o plano vai contar também com a participação de vários setores do governo, empresários, ONGs (organizações não governamentais). “Um dos objetivos do plano é o uso de bens e serviços que atendam às necessidades básicas, proporcionando uma melhor qualidade de vida, enquanto minimizam os danos ao meio ambiente”, disse Izabella, conforme publicado pela Agência Brasil.

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O plano coloca metas quantitativas e qualitativas, conforme o acordo realizado por todos os parceiros. A proposta servirá de base para as ações do governo, do setor produtivo e da sociedade que direcionam o Brasil para padrões mais sustentáveis de produção de consumo, segundo a ministra.

Idec aprova
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) considerou o plano como um avanço para a integração de diversos setores da sociedade com a causa. “O lançamento do PPCS é um passo importante na articulação entre diferentes instâncias de governo, setores empresariais e representantes de organizações de trabalhadores, consumidores e outros setores da sociedade civil”, afirma a coordenadora executiva do Idec, Lisa Gunn.

As ações preveem algo positivo, mas que não será fáceis. “Temos o desafio de aprofundar o debate sobre os padrões de produção e consumo que levem a mudanças efetivas, que viabilizem o acesso de todos os consumidores a bens e serviços mais sustentáveis”, afirma Lisa. “Isso só será possível se ocorrerem mudanças significativas nos modelos de negócios e paradigmas de produção e consumo atuais”, completa.