Governo não considera reforma política essencial e deve adiar projetos

Segundo o ministro das Relações Institucionais, a falta dessas reformas não compromete a governabilidade

SÃO PAULO – “O Palácio do Planalto não precisa das reformas política e tributária para manter a governabilidade”, disse o ministro das Reações Institucionais, Tarso Genro, nesta quinta-feira.

A declaração surpreende, principalmente porque as reformas política e tributária eram uma das promessas de campanha e prioridade do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Prioridades do segundo mandato

Em seu discurso de posse, o presidente afirmou que: “a reforma política deve ser prioritária no Brasil. Convido todos os senhores para nos sentarmos à mesa e iniciarmos o seu debate e urgente encaminhamento, ao lado de outras reformas importantes, como a tributária, que precisamos concluir.”

No entanto, Genro ressaltou que o governo não pretende protagonizar as mudanças políticas de que o país necessita, mas ser um coordenador do processo. Ele ainda disse que gostaria de ver as reformas aprovadas até o fim do primeiro semestre.

Outras entidades

Segundo Genro, já existem propostas de reforma na legislação que foram apresentadas ao congresso por entidades da sociedade civil. Além disso, nos últimos meses, o Conselho Econômico e Social enviou ao presidente diversas propostas de reforma.

Mesmo que ela não seja realizada agora, o ministro destaca que “não arrefeceu um milímetro a disposição de fazer a reforma política