Governo Lula discute limite para juros do rotativo do cartão de crédito, diz jornal

Segundo a Folha, avaliação do governo é que, em pleno ano eleitoral, o endividamento das famílias tem penalizado a imagem do presidente Lula

Caio César

Lula (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Lula (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu, com a cúpula do Executivo, possíveis mudanças para reduzir o custo do crédito rotativo do cartão. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

A avaliação é de que o endividamento da população é uma das principais fontes de desgaste da imagem do governo federal em pleno ano eleitoral, o que motiva a tentativa de alteração.

Os ministros Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação, e Gleisi Hoffmann, de Relações Institucionais, defendem que a mudança fixe um novo limite para o valor a ser cobrado no rotativo.

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Pesquisa PoderData, divulgada nesta quarta-feira (25), mostra que, a seis meses da eleição, a desaprovação de Lula atingiu o patamar mais alto dos últimos dois anos e chegou a 61%. A imagem do governo também sofre com o crescimento do desgaste: 57% desaprovam, enquanto 37% ainda apoiam a gestão petista.

Segundo levantamento do Serasa, o cenário financeiro do consumidor brasileiro sofreu transformações profundas, e o país registrou um salto histórico no número de pessoas com restrição de crédito, o que influencia diretamente o endividamento das famílias.

O número de brasileiros inadimplentes saltou de 59 milhões, em 2016, para 81,7 milhões em 2026, o que representa um avanço expressivo de 38,1%. O total de dívidas ativas passou de 231 milhões para 332 milhões nessa mesma janela de tempo. Com isso, o valor médio das dívidas por pessoa também subiu, passando de R$ 5.880,02 para R$ 6.598,13, um acréscimo de 12,2%.

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Queda de juros

Líderes do governo no Congresso criticaram a decisão do Comitê de Política Monetária, que decidiu cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, movimento considerado insuficiente pela ala governista.

Representante do PT na Câmara, o deputado Pedro Uczai (SC) classificou o recuo como “vergonhoso”, afirmando que o Banco Central insiste em “manter uma das taxas de juros mais altas do mundo”, enquanto o governo tenta gerar empregos e girar a economia.