Governo japonês quer mudanças na Constituição pacifista

Premiê Shinzo Abe disse que quer conduzir o país a um caminho de auto-defesa, banido pela Constituição do pós-guerra

SÃO PAULO – Os partidos da coalizão governista pretendem realizar mudanças na Constituição pacifista do Japão por meio de um referendo.

O Partido Democrata Liberal, associado ao Novo Komeito, vem procurando uma forma de convocar um plebiscito sobre a reforma da Constituição pacifista japonesa, com o principal partido oposicionista, o Democrata do Japão.

Os dois lados entraram em conflito a respeito de quais temas deveriam ser discutidos durante o plebiscito.

Coligação

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A coligação do governo possui maioria absoluta nas cadeiras da Câmara Baixa do Parlamento. Mas o confronto nas reformas na Constituição devem se intensificar na Câmara Alta, onde a coligação não é tão forte e onde metade dos membros enfrentaram eleição no verão.

A Constituição pós-guerra nunca foi revisada, e o primeiro-ministro Shinzo Abe falou da necessidade que o Japão tem de acabar com o regime pós-guerra. “As mudanças na constituição vão expandir a posição do Japão no relacionamento de segurança internacional”.

Ele disse também que que quer conduzir o Japão para um caminho de auto-defesa que foi banido pela constituição.

Reformas na Constituição

A reforma permitiria ao Japão recuperar algo que não tem há mais de meio século: Forças Armadas com status de Exército, que possam participar de guerras e alegar o direito à Força de Autodefesa, em caso de um ataque a aliados como os Estados Unidos.

A população teme um renascimento do militarismo japonês, que levou o país à Segunda Guerra Mundial e ao conseqüente ataque por bombas atômicas dos Estados Unidos, hoje seu principal aliado.

A coligação pretende apresentar a legislação na sessão da Câmara depois do dia 15 de março para passar pela aprovação da Câmara Baixa e ser decretada antes do dia 03 de maio.