Governo japonês quer manter a atual carga de impostos sobre rodovias

O dinheiro arrecadado com os tributos seria aplicado em diversos projetos, e não somente na melhora das rodovias

SÃO PAULO – Aliados e membros do governo japonês concordaram, nesta sexta-feira (7), em manter inalterados, por dez anos, os impostos rodoviários e dos setores relacionados de 2008.

Em uma reunião, eles determinaram que os impostos deveriam permanecer os mesmos para implementar um plano de dez anos para melhorar a infra-estrutura rodoviária do Japão.

O anúncio foi feito pelo chefe de Gabinete, Nobutaka Machimura, que também confirmou a intenção de aplicar o dinheiro obtido com os impostos em projetos diversos, como o oferecimento de empréstimos para municípios.

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Machimura afirmou, durante entrevista coletiva, que o governo irá trabalhar para preparar a proposta e apresentá-la em sessão do plenário no próximo ano.

Oposição poderá gerar obstáculos para o projeto

Já o ministro de transporte e infra-estrutura, Tetsuzo Fuyushiba, disse que o governo também tentará convencer os membros da oposição a aprovarem a proposta, principalmente os membros do Partido Democrata do Japão, que já demonstraram maior resistência ao projeto.

O secretário-geral do partido, Yukio Hatoyama, criticou o plano de manter os altos impostos, afirmando que o governo só quer usar rendimentos para manter a cobrança e que a diminuição dos valores iria beneficiar os cidadãos japoneses.

A proposta também recebeu críticas das indústrias automobilística, que disseram em comunicado que os dinheiro arrecadado deveria ser utilizado em melhorar a infra-estrutura das rodovias ou ser devolvido para os japoneses, e não ser aplicado em diversas áreas.

Os valores cobrados atualmente são cerca de 1,2 vez a 2,5 vezes maiores do que os de 1970, quando os impostos sofreram um aumento que deveria ser temporário, mas que se mantêm até hoje. O plano que será proposto pelo governo prevê a arrecadação de 59 trilhões de ienes.