Governo dispensa ex-comandante da Marinha e Marcos Pontes de comitê da Camex

Na terça-feira, presidente havia afirmado que afastamentos de bolsonaristas devem seguir ocorrendo
Marcos Pontes
Marcos Pontes

Publicidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dispensou nesta quarta-feira (15) o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos e o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Marcos Pontes do comitê-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Ambos tinham sido nomeados para a Camex pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para substituí-los, o governo nomeou os economistas Rodrigo Alves Teixeira, funcionário de carreira do Banco Central e integrante da Secretaria Especial de Análise Governamental da Casa Civil, e Bruno Moretti, que possui atuação próxima ao Partido dos Trabalhadores. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta.

Garnier e Pontes – que atualmente é senador pelo Estado de São Paulo – são considerados aliados próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em janeiro, Garnier causou desconforto ao quebrar a tradição e faltar à transmissão de cargo ao sucessor, almirante Marcos Sampaio Olsen.

Vinculada ao Ministério da Fazenda, a Camex é responsável por ações relacionadas ao comércio exterior, como mudanças nas alíquotas de importação e definição de estratégias para atrair investimento oriundo de países estrangeiros.

Na terça-feira (14), em Santo Amaro (BA), em solenidade que marcou a retomada do Minha Casa, Minha Vida, o presidente Lula afirmou que apoiadores radicais de Jair Bolsonaro (PL) que estão na administração federal devem ser afastados nas próximas semanas.

“A gente ainda nem conseguiu as equipes que a gente tem que montar. A gente tem que tirar bolsonarista escondido ainda, aquela gente que está infiltrada no nosso governo”, destacou na ocasião.

Continua depois da publicidade

Na semana passada, em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN, Lula havia comentado sobre apoiadores de Jair Bolsonaro que seguem em algum posto governamental fora do país.

“Nós detectamos gente recebendo salário em Miami, em Lisboa e em Paris. Pessoas ligadas a ele [Bolsonaro] que se colocaram em algum conselho e estão trabalhando em nome do Estado brasileiro”, explicou.

Na Bahia, Lula também fez um aceno aos prefeitos de municípios menores, e disse que manterá a interlocução com o propósito de reduzir as desigualdades entre as cidades de diferentes regiões do país.