Governo de SP descarta racionamento de água e aposta em medidas preventivas

Secretária afirma que estado está mais preparado do que na crise de 2014 e cita economia no sistema após ações da Sabesp

Marina Verenicz

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A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende, descartou nesta quinta-feira (25) a possibilidade de racionamento de água no estado.
A informação é da Folha de S. Paulo.

Segundo ela, a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem atuado com medidas preventivas para evitar a adoção de rodízio, mesmo diante da queda expressiva no volume das bacias hidrográficas.

“O estado está muito mais resiliente do que em 2014 e 2015”, disse Natália, ao comparar a situação atual com a crise hídrica que marcou a década passada.

Cenário de alerta

Na quarta-feira (24), o governo paulista decretou escassez hídrica nas bacias do Alto Tietê e do rio Piracicaba. A última, que abastece parte do sistema Cantareira — responsável por fornecer água a 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo — registrou em agosto chuvas 90% abaixo da média histórica.

Segundo a secretária, a escassez exigiu medidas imediatas. A Sabesp, companhia de saneamento controlada pelo estado, ampliou de 8 para 10 horas diárias o período de redução da pressão da água fornecida à população. A estratégia visa evitar perdas no sistema e já mostrou resultados: “Conseguimos economizar 4.200 litros por segundo, acima do que esperávamos”, disse Natália.

Procedimentos e contingência

As agências Nacional e Estadual de Águas anunciaram que o sistema Cantareira entrará em operação sob restrição a partir de 1º de outubro. Natália minimizou o impacto da medida, que classificou como “procedimental” e necessária sempre que há mudanças no volume dos reservatórios.

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A decisão também serve de base para medidas de contingência, como a suspensão de novas outorgas nas bacias afetadas e o aumento da fiscalização sobre o uso da água.