Quem está certo?

Governo corta projeção do PIB, mas ainda está 2 vezes mais otimista que mercado

Ainda segundo o ministério do Planejamento, também cresceu a projeção de receita primária líquida em R$ 714,5 milhões em comparação com expectativas anteriores

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SÃO PAULO – Caiu de 2,5% para 1,8% a estimativa de crescimento econômico feita do governo para este ano. De acordo com o 3º relatório bimestral de reprogramação orçamentária, divulgado pelo Ministério do Planejamento nesta terça-feira (22), também foram alteradas as expectativas com relação à inflação, com as projeções para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) crescendo de 5,6% para 6,2% em 2014. Já com relação ao câmbio médio, as expectativas foram mantidas em R$ 2,29 no período.

Apesar da significativa revisão de cenário, o governo segue muito mais otimista que a grande maioria dos especialistas do mercado financeiro, com expectativas de que a alta do PIB (Produto Interno Bruto) não chegue nem a 1%. Na última segunda-feira (21), o tradicional boletim Focus mostrou revisão pela 8ª vez seguida da mediana dos economistas consultados pelo Banco Central sobre o PIB do ano, de 1,05% na semana anterior para 0,97%.

Ainda segundo o relatório do ministério do Planejamento, também cresceu a projeção de receita primária líquida de R$ 714,5 milhões em comparação com as expectativas feitas no segundo bimestre, “resultante da combinação de queda nas projeções dos Impostos de Importação, IR e COFINS, parcialmente compensada pelo aumento verificado nas Outras Receitas Administradas pela RFB”.

Também do lado das receitas, vale destacar que foram incorporadas projeções de receitas no montante de R$ 2,0 bilhões, referentes ao pagamento de bônus de assinatura, relativo à contratação direta da Petrobras (PETR3; PETR4) para produção do volume excedente ao contratado áreas do pré-sal. O governo também aumentou suas projeções de despesas obrigatórias em R$ 714,5 milhões, de acordo com o mesmo relatório.