Fogo amigo?

“Golpe é uma palavra um pouco dura”, diz Haddad sobre impeachment de Dilma

"Golpe é uma palavra um pouco dura, que lembra a ditadura militar. O uso da palavra golpe lembra armas e tanques na rua", disse o petista

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SÃO PAULO – Em entrevista ao Estado de S. Paulo, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, contrariou o discurso da defesa da presidente afastada Dilma Rousseff e afirmou que a palavra “golpe” é muito dura para qualificar o que ocorre no Brasil. “Golpe é uma palavra um pouco dura, que lembra a ditadura militar. O uso da palavra golpe lembra armas e tanques na rua”, disse o petista.  

O prefeito, no entanto, disse não ser de bom tom o processo que hoje tramita no Senado. Para ele, parece errado um vice-presidente se insurgir com a cabeça da chapa. Ele ainda desconversou sobre a possibilidade de ter a presidente afastada em seu palanque nas eleições municipais de outubro. “Ela está vivendo um momento difícil e me solidarizo. Sobrecarregá-la mais com esse tipo de abordagem não seria justo. Seria desrespeitoso tratar um drama desse pensando se dá voto ou não”.

Haddad participou no começo do ano das manifestações contra o impeachment ao lado de Dilma e do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. 

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