Operação Métis

Gleisi confirma que pediu varredura da Polícia Legislativa em suas residências

Porém, a senadora negou obstrução à Justiça

SÃO PAULO – A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) divulgou nota admitindo ter pedido à Polícia Legislativa do Senado para fazer verificação e varredura em suas residências em Brasília e Curitiba. 

Porém, negou obstrução à Justiça. “Logo após a operação de busca e apreensão realizada em minha casa em Brasília e em Curitiba, com a prisão de meu marido Paulo Bernardo, solicitei ao Senado que a Polícia Legislativa, dentro de suas atribuições legais, fizesse uma verificação e uma varredura eletrônica nas residências. Fiz o pedido formalmente. Tem processo no Senado com autorização formal para isso”, afirmou. 

Na nota, Gleisi afirma que esse serviço é regular e existe “há muito tempo”, sendo tudo feito dentro das normas do Senado. “Fazer isso não configura obstrução alguma. Apenas queria ter informação de segurança sobre minha residência”, disse ela. De acordo com a senadora, como nada foi encontrado nas residências, nenhuma providência ou comunicado foi feito ao Ministério Público Federal. 

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O Ministério Público Federal (MPF) informou que os agentes da Polícia Legislativa presos hoje pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Métis, realizaram ações de contrainteligência em busca de escutas instaladas pela PF nos endereços de três senadores e de um ex-parlamentar investigados na Operação Lava Jato. De acordo com o MPF, os agentes viajaram pelo menos duas vezes a São Luís e a Curitiba para fazer varreduras nos endereços dos parlamentares, sob ordens do diretor da Polícia Legislativa, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho.

A operação da PF contra o grupo teve início após uma delação premiada de um policial legislativo, segundo o qual foram realizadas ao menos quatro buscas por escutas. Apesar das varreduras não configurarem crime em si, os procuradores afirmam ser ilegal a utilização de recursos públicos para a realização de ações de contrainteligência em endereços de pessoas investigadas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da Lava Jato.

(Com Agência Brasil)