Voltando ao ataque

Gilmar Mendes volta a atacar parecer de Janot: “ridículo” e “infantil”

Segundo Mendes, a Procuradoria da República já atuou de forma viciada sobre as ações envolvendo Dilma

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SÃO PAULO – Após criticar o parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em entrevista à Folha de S. Paulo, o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Gilmar Mendes voltou a atacar o despacho. Janot fez um documento em que arquiva o pedido de investigação da campanha da presidente Dilma Rousseff e diz que a “Justiça Eleitoral não pode ser inconveniente”.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Gilmar Mendes, afirmou que o parecer é “ridículo” e a fundamentação “vai de infantil a pueril”.

Ele ainda questionou a conduta da Procuradoria: “e aí vem com argumentos de pacificação social, até usando um voto meu. Ora, o Ministério Público a toda hora está pedindo cassação de mandato de vereadores, de prefeitos, de governadores, de senadores. Então isto (arquivamento) vale apenas para a campanha da presidente Dilma?”, questionou.

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 “Estamos em contato com a Polícia Federal e tudo mais. Agora, se a Procuradoria se tornar um órgão de advocacia partidária certamente nós temos que ser reflexivos”, afirmou. 

Segundo Mendes, a Procuradoria da República já atuou nesse processo de uma maneira bastante viciada. “Quando o processo foi a mim distribuído, o procurador Eugênio Aragão (vice-procurador-geral eleitoral) entrou com agravo contra a distribuição juntamente com o PT. Tanto é que vocês vão ver na minha manifestação um claro repúdio, dizendo que isso seria em prol da candidata e que ele o fizesse publicamente, mas que fosse sentar na bancada de advogados e não na condição de procurador. Ele deu parece pela aprovação integral das contas, quando ele tinha outros critérios, já propôs a rejeição das contas de outros candidatos”, afirmou o ministro do TSE.

O ministro ainda falou que a Procuradoria “tem que ter cuidados” para não ficar desmoralizada.